quarta-feira, 22 de novembro de 2017

segunda-feira, 20 de novembro de 2017

Da agricultura familiar vem a base da alimentação nacional

Da agricultura familiar vem a base da alimentação nacional

José Wagner
No Maranhão, os focos são a produção de mel, enviado in natura para os estados vizinhos, como o Piauí, e recomprado industrializado, e de açaíNo Maranhão, os focos são a produção de mel, enviado in natura para os estados vizinhos, como o Piauí, e recomprado industrializado, e de açaí

 A estiagem traz prejuízos incalculáveis aos agricultores familiares. “A seca afeta principalmente a pequena pecuária e a agricultura, pois os grandes produtores têm mais recursos para combatê-la, pois sempre ocuparam as terras perto de rios e contam com abastecimento de água mais farto. Os programas sociais nesse campo têm um papel importante para diminuir os efeitos da seca”, afirma a economista Tania Bacelar, sócia da consultoria Ceplan.

A importância da agricultura familiar e os efeitos da seca sobre o segmento estimulam a discussão sobre o tamanho do Brasil rural. Para o secretário do Desenvolvimento Agrário do Ceará, Dedé Teixeira, estudos recentes apontam um fenômeno recente, uma nova ruralidade, que engloba dois tipos de produtores: famílias que habitam zonas periféricas das grandes cidades e plantam para subsistência ou para vender a vizinhos e agricultores de pequenas cidades que empurram a economia local.

Sete anos atrás, 70% dos municípios tinham menos de 20 mil habitantes e quase 90% tinham menos de 50 mil habitantes. Os indicadores de que 16% da população vive no meio rural, sugere esta análise, estariam defasados e contrastam com a realidade.

“Esse direcionamento aponta que quase 40% da população no Brasil está ligada a essa nova realidade. Isso cria a percepção de que a União, os estados e os municípios precisam ter uma visão diferente sobre o tema e os orçamentos públicos precisam contemplar essa discussão, que precisa ganhar espaço na sociedade”, destaca.

“O que faz a gente desconfiar do total de 16% que vive no meio rural, apresentado pelos indicadores, é a quantidade de municípios com menos de 20 mil habitantes no País, que são 70%. Um habitante do perímetro urbano de um município de 5 mil habitantes é tido como urbano. É comparado com o morador de São Paulo. O Brasil rural é muito maior do que a sociedade pensa”, acrescenta Tania Bacelar, uma das pesquisadoras que estimam o Brasil rural em 40%.

Os governos estaduais apostam em diversas estratégias para fomentar o segmento. Estado com maior número de agricultores familiares, a Bahia investe 260 milhões de dólares desde 2015 em um programa chamado Bahia Produtiva, para adensar cadeias produtivas de agricultores familiares, que conta com recursos do Banco Mundial.

O estado ainda prepara duas novas chamadas públicas, uma direcionada ao açaí e outra ao babaçu. “Queremos exportar o óleo de babaçu, já que exportamos apenas o coco”, afirma o secretário. Para o açaí, preveem-se investimentos de 540 mil reais, que beneficiariam até 70 produtores dos municípios de Amapá, Cândido Mendes, Godofredo Viana, Carutapera e Luís Domingues.

No Ceará, o governo assinou em agosto um decreto que cria a política de aquisição de alimentos da agricultura familiar, destinado a cinco modalidades: compra com doação simultânea, compra direta, incentivo à produção e ao consumo de leite, apoio à formação de estoques e compra institucional.

De janeiro de 2016 até junho de 2017, o estado comprou perto de 150 milhões de reais em alimentos. “Com esse decreto, pelo menos 30% serão da agricultura familiar, são cerca de 2,5 milhões de reais por mês. Isso também vai garantir aos produtores condições mais saudáveis nessa cadeia alimentar e, o mais importante, será um complemento ao trabalho dos nossos agricultores”, destaca Teixeira.

O Ceará investe ainda na distribuição de mudas de cajueiros-anões, variedade que antecipa em dois meses e prorroga por mais dois meses a produção. Um cajueiro comum produz 280 quilos por hectare em um ano. A espécie anã produz até mil quilos por hectare no mesmo período. Normalmente, a safra inicia-se em setembro de um ano e segue até janeiro do seguinte. “Temos 10% dos hectares plantados de caju do estado com essa variedade”, aponta Teixeira. O Ceará é o maior produtor da fruta no Brasil.

Incorporar novas tecnologias para assegurar produtos com alta segurança alimentar tem sido o objetivo do governo da Paraíba, que tem promovido uma série de cursos sobre boas práticas de fabricação de alimentos para agricultores de polpa de frutas e derivados do leite. Outra iniciativa é o fomento de feiras locais. Em julho, foi a vez do município de Bonito de Santa Fé, no sertão da Paraíba. A feira, que funciona às sextas-feiras, reúne cerca de 20 produtores que se dividem em dez barracas com produtos agrícolas e animais.

O principal financiador da cadeia é o Banco do Nordeste, que investirá 2,5 bilhões de reais na safra iniciada em julho deste ano. O valor equivale a um acréscimo de 8% em comparação à safra anterior. Os juros variam de 0,5%, 2,5% e 5,5% ao ano, a depender da destinação do crédito. As taxas mais reduzidas favorecem a produção de alimentos em sistemas de base agroecológica e orgânica, assim como os investimentos em energia renovável, irrigação e práticas sustentáveis de manejo do solo e da água.

Para este ano, a novidade é uma nova linha com foco em investimentos em energia solar.“Ela vai aumentar a competitividade de atividades no meio rural e contribuir para a utilização de energia renovável e limpa no meio rural”, afirma Alex Araújo, superintendente de Microfinança e Agricultura Familiar.

Os governos estaduais têm buscado reduzir o impacto da seca no interior, com a instalação de cisternas. No Ceará, desde 2015 foram instaladas cerca de 40 mil cisternas, além de a administração ter ampliado o programa de reúso de água em comunidades do interior. No Maranhão, o governo estruturou um programa para a distribuição de cisternas a escolas rurais e a agricultores familiares. Outro programa fortalecido foi o Mais Feira, que distribui um kit composto de barracas, balanças, jalecos, caixa de isopor, gaiola plástica para aves e treinamento de comercialização e higiene.

Foram executados até o momento pouco mais de 170 milhões de reais. Até 2020, mais de 500 milhões de reais serão investidos. Recentemente, foi aberto um edital para a cadeia do cacau, por meio do qual foram selecionados 32 projetos que receberão 10 milhões de reais. “Queremos explorar o máximo essa cadeia, 90% do cacau produzido na Bahia vem de agricultura familiar. Queremos adensar com outros produtos, como manteiga de cacau, chocolate com mais teor de cacau”, afirma Jerônimo Rodrigues, secretário de Desenvolvimento Agrário.

No Maranhão, os focos são a produção de mel, enviado in natura para os estados vizinhos, como o Piauí, e recomprado industrializado, e de açaí, cuja fruta é em grande parte processada no Pará. “Queremos mudar essa realidade e adensar essas cadeias e produzir riqueza aqui”, afirma Adelmo Soares, secretário de Agricultura Familiar. Em agosto, a Associação dos Apicultores de Junco do Maranhão foi contemplada por uma chamada pública feita pelo governo para selecionar projetos de revitalização de agroindústrias familiares da cadeia produtiva do mel.

A associação receberá 100 mil reais que serão usados para reformar as unidades de produção e melhorar o processo de obtenção de licenças ambientais e registros sanitários, para garantir a inocuidade e a qualidade do mel. Com cerca de 45 famílias associadas, a expectativa da coleta, que vai do período de julho a outubro, é produzir perto de 200 toneladas do produto para comercialização. 


Fonte: Portal Vermelho A Esquerda Bem Informada
Leia mais!

domingo, 19 de novembro de 2017

21/11 Fórum Recife Participa RPA-5

Recife Participa inicia Fóruns Regionais 2017


Serão sete rodadas em cada uma das regiões do Recife, além de um seminário de Formação e um Fórum do Prezeis.

O Recife Participa, programa de participação social da Prefeitura do Recife, retoma suas atividades com um novo formato, mais ágil e dinâmico. Entre os dias 07 de novembro e 02 de dezembro, sete rodadas de escuta popular serão realizadas nas seis Regiões Político-Administrativas (RPA) da cidade, além de um seminário e de um fórum com as representações do Prezeis. O primeiro Fórum será realizado na próxima terça-feira (07/11), a partir das 18h, no Compaz Eduardo Campos, na Avenida Aníbal Benévolo, S/N, no Alto Santa Terezinha, ao lado da Academia da Cidade. As discussões serão direcionadas às questões da população residente na RPA 2.
O segundo fórum será realizado no dia 08 de novembro, no Sítio Trindade, na Estrada do Arraial, Nº 3.259, em Casa Amarela. Os fóruns regionais são oportunidades para que a população participe diretamente, ou através do seus representantes, apresentando, propondo, sugerindo e avaliando, diretamente aos dirigentes da Prefeitura do Recife, projetos, programas, ações ou serviços que beneficiem as comunidades. Os debates serão registrados em vídeo e as demandas levantadas serão computadas pela equipe da Secretaria de Governo e Participação Social.
Nesse novo formato do Recife Participa, os Fóruns são abrangentes, abertos para a discussão de todos os segmentos que envolvem o processo administrativo da cidade. Serão abordados temas relativos a Infraestrutura, Saúde, Educação, Mobilidade e Controle Urbano, Defesa Civil, Saneamento, Habitação, Direitos Humanos e Cidadania, Segurança Urbana, Meio Ambiente, Cultura, Lazer e Esportes. Os secretários de todas as pastas envolvidas participam em todos os Fóruns, escutando as demandas e propostas e também apresentando relatórios sobre os investimentos em todas as RPA´s.
Para o secretário de Governo e Participação Social, Sileno Guedes, o programa Recife Participa volta com um formato que permite mais agilidade nas tomadas de decisões, com foco no melhor aproveitamento dos recursos financeiros e humanos e no desenvolvimento da cidade. "Mesmo em um ano difícil, conseguimos destinar obras e serviços para toda a cidade, atendendo demandas antigas e com um olhar diferenciado para cada bairro e aquelas comunidades do entorno", disse.
HISTÓRICO - Em 2013, a Prefeitura do Recife lançou o seu novo modelo de Participação Social, denominado de Recife Participa, que chegou com o objetivo de ampliar e qualificar a gestão participativa e o controle social no Recife. A primeira atividade do programa foi convocar a sociedade para o Seminário Recife Participa, em julho do ano passado. Na ocasião, mais de duas mil pessoas discutiram com todo o secretariado os assuntos da cidade, em mesas temáticas. As demandas discutidas no Seminário do Recife Participa foram incluídas na Lei Orçamentária Anual de 2014 e no Plano Plurianual 2014-2017, ambos aprovados pela Câmara Municipal do Recife.
A etapa seguinte foi a instalação dos Fóruns Microrregionais e Conselhos Regionais. Os Fóruns e Conselhos são as instâncias permanentes de participação popular previstas no Recife Participa. A Prefeitura do Recife, através da Secretaria de Governo e Participação Social, percorreu as 18 Micorregiões Político-Administrativas da cidade para eleger através de votação direta os coordenadores dos Fóruns e os Conselheiros Regionais do Recife Participa. Nesta rodada, também foram eleitos os temas prioritários para cada Microrregião, que serão discutidos com a presença dos secretários de cada pasta, nas plenárias dos Fóruns Microrregionais. Mais de 14 mil pessoas participaram deste processo.
RPA-5
21/11/2017 (terça-feira)
18h
Campo do Floresta
Rua Guiragibe S/N Barro

Fonte: Site Prefeitura da Cidade do Recife
Leia mais!

terça-feira, 14 de novembro de 2017

Edmar Neto - Missa de 7º dia.

Edmar Neto
Missa de 7º dia. 
Dia: 15/11/2017 (quarta-feira)
Hora: 19h
Local : Igreja da Torre (Paróquia N. Sra. do Rosário)
Praça Barreto Campelo, S/N. 

Recife/PE




Leia mais!

Reforma trabalhista – o Brasil de volta ao passado

Reforma trabalhista – o Brasil de volta ao passado

Os brasileiros rejeitam o ocupante do Palácio do Planalto, Michel Temer, como nunca haviam antes rejeitado outro mandatário.

Os brasileiros têm razão. Estão na raiz de seu descontentamento as sucessivas traições que Temer cometeu – primeiro, contra a presidenta Dilma Rousseff, ao protagonizar o golpe que roubou o poder que o povo havia conferido a ela em eleições legítimas e legais.

A lista de traições aumentou desde que ele ocupou o governo, levado pelo golpe. Cortou recursos que a Constituição destinou à saúde, educação, ao investimento público. Tenta cortar o direito dos trabalhadores à aposentadoria. Tenta reimplantar o trabalho escravo. Fez aprovar a contrarreforma trabalhista, que rasgou a CLT e empurrou o Brasil de volta ao passado, aos tempos em que os trabalhadores ficavam sob a ganância e as arbitrariedades patronais.

As pesquisas mostram uma rejeição ao ilegítimo Michel Temer superior a 85%, e apenas 3% o apoiam. Revelam também igual condenação aos parlamentares que aprovaram a contrarreforma trabalhista que entra vigor neste sábado (11): 79% (isto é, oito em cada dez) declaram que não votarão novamente nos parlamentares que, em 11 de julho passado, traíram o povo e jogaram a CLT na lata do lixo, com enormes prejuízos para os trabalhadores. Os brasileiros não se deixam enganar – uma pesquisa recente, da Vox Populi/CUT, mostra que dois terços dos entrevistados (67%) sabem que a “reforma” trabalhista só favorece os patrões e corta direitos dos trabalhadores, duramente conquistados em lutas históricas ocorridas ao longo de décadas.

A entrada em vigor da decisão que eliminou a CLT – uma temeridade que nem mesmo os militares da ditadura de 1964 cometeram – deve levantar o Brasil contra Temer e as novas regras draconianas e contra os trabalhadores. Nesta sexta feira (10) ocorreram manifestações contrárias em todas as unidades da Federação, em todas as capitais de Estado e inúmeras cidades. Surgiu inclusive a proposta de uma greve geral, caso o governo usurpador leve adiante sua pretensão de impor a contra reforma da Previdência. O Brasil se levantou e demonstrou sua indignação contra as contra-reformas de Michel Temer, dos golpistas e da direita ultra liberal.


Fonte: Portal Vermelho A Esquerda Bem Informada
Leia mais!

Sesporte retoma atividades no Parque do Cocó

Sesporte retoma atividades no Parque do Cocó


A partir do próximo domingo (21/12), de 7h as 12h, tem início o Projeto Lazer e Ação no Cocó, que oferta atividades que incentivam a prática de esportes, o contato com a natureza, o desenvolvimento de consciência ecológica e o desenvolvimento de atividades ligadas à saúde e o bem-estar.

As atividades são gratuitas e realizadas no Anfiteatro do Parque do Cocó. Jovens, adultos e idosos, podem participar de exercícios físicos e relaxamento, como Tai Chi Chuan, massoterapia, aeróbica, dança de salão, alongamento, paredão de escalada e High Jump / Bungee Trampolim.

Já o público infanto-juvenil pode aproveitar atividades que despertam a criatividade, com brinquedos, oficinas de pintura facial, palhaços e leitura de historinhas.

E sem orientação de faixa etária, são oferecidas visitas ao Parque, guiadas por profissionais qualificados para descrever a biodiversidade do Parque Ecológico do Cocó e explanar sobre a importância da preservação da natureza.

O Projeto Lazer e Ação no Cocó será desenvolvido pelo Instituto Vértice, uma das entidades selecionadas pela Chamada Pública 2014 da Secretaria de Esporte do Governo do Estado do Ceará (Sesporte).

Serviço

Projeto Lazer e Ação no Cocó

Data: Todos os domingos a partir de 21 de dezembro de 2014
Horário: 8h as 12 h
Local : Anfiteatro do Parque do Cocó, situado na Av . Pe. Antônio Tomáz com Av . Engenheiro Santana Júnior.


Fonte: Portal Vermelho A Esquerda Bem Informada
Leia mais!