quinta-feira, 5 de novembro de 2020

Cinco anos após o crime, Vale nada fez por Mariana e Rio Doce, diz MPF

 

Cinco anos após o

 crime, Vale nada 

fez por Mariana e 

Rio Doce, diz MPF

Rompimento de barragem que levou 20 vidas, 

destruiu uma vila e encheu o Rio Doce e o mar

 de lama da mineração, deixou tudo ainda por 

reconstruir

Foto ABR

“Tudo está por fazer”. Esta é a conclusão da 

chefe da Força-Tarefa Rio Doce, Silmara 

Goulart, procuradora do Ministério Público 

Federal (MPF), sobre o crime cometido pelas 

empresas Vale S.A., BHP Billiton e Samarco, 

passados cinco anos do rompimento da 

barragem da mina do Fundão em Bento 

Rodrigues, distrito de Mariana, MG, em 5 de 

novembro de 2015. Vinte pessoas morreram 

na ocasião, e o mar de lama devastou tudo 

o que encontrou pela frente na bacia do Rio 

Doce até o oceano no Espírito Santo.


Clique aqui para ler mais:

https://vermelho.org.br/2020/11/05/cinco-anos-apos-o-crime-vale-nada-fez-por-mariana-e-rio-doce-diz-mpf/



Leia mais!

sábado, 31 de outubro de 2020

"O valor dos grandes homens mede - se pela importância dos servicos prestados à humanidade. "

 "O valor dos grandes homens mede - se pela importância dos servicos prestados à humanidade. "

Voltaire - notável filósofo francês.

É com muita saudade que escrevo para dizer, um pouco, quem foi o grande homem Professor - Poeta, companheiro José Semente. Participou de todas as lutas com muita intensidade, muito compromisso, estava sempre à serviço das grandes causas.

Dia 26 de outubro de 2019, há um ano, ele nos deixou! O sindicalismo e os movimentos sociais ficaram mais pobres....

Posto, hoje, algumas fotos, registro das lutas travadas ao longo dos anos. Temos, nestas fotos, a presença de companheiros e companheiras tão combativos quanto ele , e que também já se foram, mas deram sua contribuição na luta por um Brasil melhor, mais justo.










Difícil preencher as lacunas deixadas pelos grandes militantes, mas a luta continua.... vamos em frente, firmes na resistência.

Luci Machado.

Leia mais!

sexta-feira, 30 de outubro de 2020

Mensagem entre o Professor Poeta José Semente e o Escritor Urariano Mota

 Abaixo mensagem de Semente,  publicada por Urariano Mota no Grupo Brasil Cultura no facebook.

Urariano Mota - Brasil cultura

HOJE FAZ UM ANO SEM O EDUCADOR E MILITANTE COMUNISTA JOSÉ SEMENTE

Copio a seguir a mensagem que ele um dia me enviou sobre o Dicionário Amoroso do Recife:

" O livro é uma viagem poético-musical pela cultura do Recife, com passagem pelas áreas da política, da história, da educação e da arte. Para não errar vou dizer que é um dos livros mais bonitos que já li ( E ainda estou lendo ), e não o mais bonito. A cidade dos rios, das pontes e dos viadutos, acariciada pelo Atlântico e cortejada pelos coqueiros merece um livro desse porte. UM DETALHE: uma diagramação boa para atrair quem ainda não está familiarizado(a) com a leitura. O centro do Recife, nas palavras do autor: “Guararapes, Bar Savoy, Cine Trianon, Aky Discos, Botijinha, Sorveteria Gemba, Bar da Brahama. A gente escreve esses nomes e fica meio paralisado, em transe de encanto, pensando que até poderia compor um poema só de nomes que evocam o encantamento" Recomendo o DICIONÁRIO AMOROSO DO RECIFE"

Recife, 14/09/2019, 7:13 da manhã




Leia mais!

segunda-feira, 26 de outubro de 2020

HÁ UM ANO SEM JOSÉ DOS SANTOS SEMENTE (26/10/2019)

 

HÁ UM ANO SEM JOSÉ DOS SANTOS SEMENTE (26/10/2019)


Um ano de batalhas de lutas sem tua presença física, militante do movimento sindical, comunitário, ambiental, cultural e do Partido Comunista do Brasil - PCdoB, sempre nas suas intervenções politizando com o objetivo de contribuir para superação do capitalismo por uma sociedade socialista rumo ao comunismo.  Zezé, Semente, Sementinha, Professor (matemática) Semente como era conhecido, hoje estaria cumprindo a grande tarefa do seu Partido o PCdoB nestas eleições para eleger prefeitos(as), vereadores(ras) e pela construção da Frente Ampla em defesa da vida, do trabalho, dos direitos sociais da democracia e do Brasil para derrotar o bolsonarismo.      

A  luta continua, companheiro!
A luta continua, camarada!  
Pelo teu legado, Professor Poeta Semente, presente! 





Leia mais!

domingo, 25 de outubro de 2020

Só a luta de classes pode impedir a mudança climática

 

Só a luta de classes pode impedir a mudança climática


Sandwich Harbor, Namíbia

Um novo relatório mostra que o 1% do topo do mundo é responsável pelo dobro das emissões de carbono de toda a metade inferior, mais pobre, da população mundial. A mensagem é clara: para combater as mudanças climáticas, temos que lutar contra a classe dominante.

Por Paris Marx *

Enquanto os incêndios aumentam na Califórnia, o permafrost (solo congelado) derrete na Sibéria, as ondas de calor atingem a Europa e os furacões e tufões ficam cada vez mais fortes, há uma necessidade urgente de uma ação climática ambiciosa. A questão é como será e quem arcará com o custo da transição para um mundo mais sustentável.

Por várias décadas, a mensagem ambiental dominante diz respeito à ação individual. Dissem que, para resolver a crise climática, é preciso trocar as lâmpadas, adotar eletrodomésticos eficientes, comprar veículos híbridos ou elétricos, isolar melhor as casas, parar de usar sacolas plásticas e alterar o consumo pessoal de outras maneiras.

Essas coisas são, sem dúvida, mudanças positivas, mas não são suficientes para enfrentar a escala da crise que há, e podem levar a más conclusões sobre onde realmente está a culpa pela crise climática.

Há um argumento crescente de que uma das forças motrizes da crise climática é a população global. Esse argumento diz que o mundo está superpovoado, e é por isso que as emissões são tão altas. Essa visão é mais comumente expressa por ecofascistas, que acreditam na necessidade de um genocídio para reduzir a população humana. Mas a superpopulação também é citada por importantes figuras liberais, como a primatologista Jane Goodall e o naturalista Sir David Attenborough, e isso ajuda a formular  conclusões enganosas e preocupantes sobre o que alimenta a mudança climática.

Embora o foco no consumo pessoal coloque a responsabilidade igualmente sobre todas as pessoas, o foco no crescimento populacional transfere a culpa para os países da África e da Ásia, onde as populações continuam crescendo. Na verdade, são pessoas que têm uma das pegadas de carbono mais baixas do mundo, e quando se olha quais regiões emitiram os gases de efeito estufa que aquecem o planeta, a resposta é definitiva: os EUA e a Europa.

Mas mesmo culpar totalmente os estadunidenses e europeus é não entender o quadro geral. Um novo relatório da Oxfam concluiu que apenas o 1% das pessoas mais ricas é responsável pelo dobro das emissões dos 50% mais pobres da população mundial. Isso significa que mesmo que a classe trabalhadora do Norte Global tomasse todas as ações individuais recomendadas ou se os pobres do Sul Global fossem obrigados a parar de ter filhos, isso ainda não resolveria o problema.

A luta pela redução de carbono está sendo sacrificada para que a elite global possa manter seu estilo de vida luxuoso, com seus jatos particulares que os levam para conferências sobre o clima onde possam dar a impressão de que se importam. O fundador da Virgin, Richard Branson, tem sido um líder nesta bilionária greenwashing (lavagem verde), fazendo promessas climáticas que não cumprirá, enquanto expande seu negócio de aviação. Da mesma forma, Elon Musk que, entre outras atividades, dirige a Tesla Motors, afirma se preocupar com o clima para vender mais automóveis, enquanto critica o transporte público e tenta impedir projetos de ferrovias de alta velocidade.

Mas talvez o mais o proeminente desses bilionários que esverdearam suas atividades insustentáveis ​​seja Jeff Bezos. executivo da Amazon. No início deste ano ele foi elogiado na imprensa por seu Fundo Bezos Earth de US $ 10 bilhões – ele até comprou os direitos para renomear um estádio de Seattle após sua promessa climática! Mas nenhum subsídio ainda foi emitido pelo fundo, enquanto a Amazon continua a ajudar as empresas de petróleo e gás a extrair combustíveis fósseis de forma mais eficiente.

Esses bilionários dizem que o capitalismo pode resolver a crise climática e que seus investimentos ajudam a criar uma nova forma de “capitalismo verde” que promete reduzir as emissões e inaugurar um futuro sustentável. Os governos se rendem a esse mito e o colocam no centro de seus planos de recuperação da pandemia.

Em julho, o governo britânico anunciou um plano de recuperação de £ 350 milhões para colocar o país na vanguarda da “inovação verde” – uma gota no oceano do investimento necessário. Previsivelmente, esse plano não inclui nenhuma sugestão de diminuir as emissões dos ricos reduzindo sua riqueza, banindo jatos particulares ou fechando as indústrias poluentes com as quais lucram.

Enquanto isso, nos EUA, o presidente Donald Trump não tem um plano climático, enquanto Joe Biden se concentra em energias renováveis ​​e carros elétricos, e promete novas rodovias com estações de recarga, mas se recusa a proibir o “fracking” [técnica usada para extrair o gás de rochas – Nota da Recação]. Ao norte, o discurso do trono recente do primeiro-ministro canadense Justin Trudeau prometeu fazer da ação climática uma “pedra angular” da recuperação da pandemia no Canadá e, ao mesmo tempo que se concentrava nos veículos elétricos, minerava mais componentes para eles e investia mais em energia hidrelétrica. Ele não mencionou os impactos ambientais dessas iniciativas.

O capitalismo verde nunca facilitará a escala de ação necessária para manter o aquecimento abaixo de 1,5ºC ou mesmo 2ºC, porque se recusa, em primeiro lugar, a enfrentar os poderosos e as indústrias que alimentam a crise climática. Ele continua a garantir que os benefícios fluam para o topo enquanto esvazia a classe média e produz narrativas climáticas que transferem a responsabilidade para aqueles que têm menos para fazer as mudanças necessárias: o público, se não os pobres do mundo.

O tipo da ação climática necessária requer o enfrentamento dos ricos e a organização em torno de uma visão para um tipo diferente de sociedade. Isso significa não apenas fazer os ricos pagarem impostos mais altos, mas ativamente desmantelar as estruturas econômicas que facilitam seu acúmulo de riqueza, tratam o planeta como uma abundância ilimitada de matérias-primas gratuitas e geram todas as emissões que aquecem o planeta.

Ou enfrentamos o capitalismo e seus vencedores, ou seremos incapazes de deter a mudança climática descontrolada, ajudar os refugiados do clima que ela criará ou parar o mito ecofascista da superpopulação que surgirá como resultado. A escolha é entre socialismo ou barbárie, como disse Rosa Luxemburg. O capitalismo verde não salvará o mundo.

 

* Paris Marx é jornalista freelancer, apresentadora do podcast tecnológico de esquerda “Tech Wn’t Save Us” e editora da “Radical Urbanist”. Tradução: José Carlos Ruy


Fonte: Portal Vermelho A Esquerda Bem Informada


Leia mais!

sexta-feira, 9 de outubro de 2020

FÓRUM MUDANÇÃS CLIMÁTICAS E JUSTIÇA SOCIOAMBIENTAL DE PERNAMBUCO

 Discussão muito importante em um momento de tanta agressão ao Meio Ambiente onde o Pantanal e a Amazônia ardem em chamas e, Ministro do Meio Ambiente de Bolsonaro declara vamos aproveitar a pandemia para passar a boiada. O Movimento em Defesa da Mata do Engenho Uchoa contribuirá com discussão através da sua Coordenadora Patrícia Caldas.




Leia mais!

segunda-feira, 5 de outubro de 2020

Lançamento de filme - Mãe Terezinha Bulhões, uma das mais antigas iyalorixás e juremeiras de Pernambuco

 

Lançamento de filme celebra 90 anos de uma das mais antigas iyalorixás e juremeiras de Pernambuco.

Lançamento de filme – um mar de amor no coração do Recife

Lançamento do documentário em homenagem a Mãe Terezinha Bulhões, promovido pelo Quilombo Cultural Malunguinho em parceria com a Angola Filmes, inaugura o projeto Mourão que não bambeia de registro e preservação da memória e patrimônio cultural do povo de terreiro em Pernambuco.

Existe um mar de amor, caridade, verdade e fé no coração do Recife pulsando há 90 anos. Espalhando acolhimento e muito axé, Mãe Terezinha Bulhões é uma das juremeiras e iyalorixás mais antigas do Estado. Viva e ativa em seus trabalhos espirituais e sociais, com incontáveis filhos e filhas na religião, ela é uma referência importante da tradição de matriz africana e indígena no Brasil. Herdeira e continuadora das insígnias sagradas do candomblé e da Jurema Sagrada, Terezinha é um verdadeiro patrimônio vivo dos povos tradicionais de terreiro, tendo prestado assistência a toda sua comunidade ao longo de sua trajetória.

Como homenagem à sua caminhada e fundamental contribuição à nossa religião, Alexandre L’Omi L’Odò assume o papel de diretor e roteirista de um filme (média metragem) que registra a memória e história dessa grande liderança religiosa de nosso tempo, que não havia recebido nenhum registro oficial e documental sistematizado de sua existência, até então. Com produção audiovisual da Angola Filmes, instituição liderada pelo documentarista e militante das causas negríndias e comunitárias Adriano Lima e realização do Quilombo Cultural Malunguinho e a Casa das Matas do Reis Malunguinho, o projeto Mourão que não bambeia tem como objetivo registrar e salvaguardar a memória, história oral e tradicional do povo de terreiro de PE, através de pesquisa, registro documental e audiovisual. A iniciativa faz nascer seu primeiro trabalho de memória oral dos grandes sacerdotes e sacerdotisas da religião de terreiro em Pernambuco.

A missão desse filme é eternizar a memória de Mãe Terezinha Bulhões, trazendo a iyalorixá como protagonista de sua própria história, mostrando à toda sociedade que ela existe e merece respeito. O projeto desfaz o apagamento da memória ancestral, afinal sabemos que existe uma lacuna imensa a ser preenchida sobre a história de nossa religião. Quase não há registros qualificados dos mais velhos dos terreiros e quando esses e essas morrem, toda sua trajetória se apaga no mar do esquecimento do racismo estrutural que nos assola socialmente.

Assim, o objetivo do projeto é barrar esse processo, abrindo espaço e escutando a voz de pessoas como Mãe Terezinha e tantas outras que merecem ser reconhecidas ainda em vida pela sua importante contribuição na história e desenvolvimento da sociedade como um todo.

Atenciosa, carinhosa e muito acessível, mesmo na altura dos seus 89 anos, ela dá atenção e ouve cada filho e filha. Realiza anualmente todos os ciclos festivos da religião e adora dançar um coco. Essa é a filha dileta de Iyemojá Sessú, uma mulher guerreira que tem muito amor para dar, mesmo tendo sofrido tanto em sua infância.

No coração do Recife tem um mar, um oceano de amor sim. Lá na Vila das Lavadeiras (Rua Palmares, nº 56, Areias) mora a felicidade e a resistência negro-indígena dos povos tradicionais de terreiro e toda sua história que forma a identidade deste país que precisa se encontrar consigo próprio para se reconhecer e prosperar.

O filme será lançado no dia de seu aniversário, 07 de outubro de 2020, com apresentação de maracatu e coco, exibição do filme para toda comunidade e celebração coletiva com parabéns. Será um momento ímpar que devemos vivenciar.

Serviço

Lançamento do documentário e aniversário de 90 anos de Mãe Terezinha Bulhões


Data: 07 de Outubro de 2020

Horário: 19h

Local: Praça da Vila das Lavadeiras, Areias/Recife


Evento gratuito e aberto

Tomar todos os cuidados sanitários de saúde

Só poderão estar no lançamento quem estiver usando máscaras, álcool em gel e cuidando do distanciamento social.

É indicado a participação de 100 pessoas como orienta os órgãos superiores. Haverá contagem.

Contato:

81 99525-7119

www.qcmalunguinho.blogspot.com

#MãeTerezinhaBulhões #Recife #Memória #PatrimônioImaterial #TradiçãoOral #Iyemojá #Iemanjá #QuilomboCulturalMalunguinho #CasadasMatasdoReisMalunguinho #MourãoquenãoBambeia #História #Candomblé #JuremaSagrada #fé #amor #Comunidade #PovosTradicionais #AlexandreLomiLodò


Leia mais!