terça-feira, 28 de agosto de 2018

CONVITE - RIO TEJIPIÓ PEDE SOCORRO


C O N V I T E 

O Movimento em Defesa da Mata do Engenho Ucho está convidando para a reunião convocada pelo Instituto Solidare ( Projeto Rio Limpo, Cidade Saudável ), com a seguinte pauta:

Rio Tejipió.

1. Mobilização de novas lideranças comunitárias para o Projeto Rio Limpo;

2. Sensibilização e mobilização das novas comunidades incorporadas ao Projeto;

3. Construção do Fórum Popular do Rio Tejipió;

4. Discussão sobre a implantação de emissário de esgoto do Edifício Alameda Park, da Construtora Azevedo de Castro que será lançado no Rio Tejipió.

Data: 30 / 08 / 2018 ( quinta-feira )
Hora: 19h30min 
Local: Associação dos Moradores do Conjunto residencial N. Sra. de Lourdes
Rua Ademir de Menezes, 62, Conjunto Resid. N. Sra, de Lourdes - Barro - Recife/PE
( Próximo a Igreja  Católica do Barro  "Umuarama" ) 

VAMOS CUIDAR DOS NOSSOS RIOS PARA UMA CIDADE SAUDÁVEL E BONITA.

Movimento em Defesa da Mata do Engenho Uchoa

Coordenadores ( ras ):
Luci Machado - 98637.1747
José Semente - 98595.8666
Jacilda Nascimento - 99965.0916
Arlindo Lima - 98622.9518
Patricia Maria 99183.9762
Augusto Semente - 99258.7195

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Foto aérea da Mata do Engenho Uchoa 192ha de Mata Atlântica


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terça-feira, 21 de agosto de 2018

Mais um passo de Trump contra o meio ambiente


Mais um passo de Trump contra o meio ambiente


O governo Trump propôs, nesta terça-feira (21), substituir o Plano de Energia Limpa dos Estados Unidos, ponto central dos esforços de regulação do ex-presidente Barack Obama para combater as mudanças climáticas

 
A proposta divulgada pela Agência de Proteção Ambiental (EPA) está agora aberta para comentários do público. Uma decisão final da EPA deve ser publicada ainda este ano.

O esforço de reescrever o plano é a medida mais recente da EPA sob o governo de Donald Trump, um republicano, para revogar proteções ambientais implementadas por Obama, seu predecessor democrata.

A proposta da EPA permitiria que Estados elaborassem suas próprias regulações menos rígidas para indústrias e possibilitaria que pedissem permissão para não cumprir regulações sobre emissões de usinas de energia.

Trump, que deve participar de um comício nesta terça-feira em West Virginia, um dos maiores Estados de produção de carvão, tem se comprometido a acabar com o que descreveu como “a guerra contra o carvão” e a impulsionar a produção interna de combustíveis fósseis.

O Plano de Energia Limpa, finalizado pela EPA durante o governo Obama em 2015, tinha como objetivo reduzir em 32 por cento as emissões de usinas de energia em relação a 2005 até 2030.

A Suprema Corte suspendeu o plano em 2016, depois que Estados produtores de energia processaram a EPA, dizendo que a agência havia ultrapassado seu escopo legal.

Em junho de 2017, Trump anunciou a saída do Acordo de Paris sobre as alterações climáticas. Além dos poucos esforços pelo meio-ambiente, os EUA vem se isolando cada vez mais do resto do mundo, já que Trump saiu também do acordo nucelar multilateral com o Irã, da parceria Transpacífico e retirou seu país da UNESCO.

Fonte: Portal Vermelho A Esquerda Bem Informada
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segunda-feira, 20 de agosto de 2018

Convite - Oficina sobre Plano de Manejo de Tamandaré e São Miguel

Convite - Oficina sobre Plano de Manejo de Tamandaré e São Miguel



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domingo, 19 de agosto de 2018

Temer e setor dos agrotóxicos tentam impor liberação do glifosato

Temer e setor dos agrotóxicos tentam impor liberação do glifosato

 Causador de câncer e outras doenças graves, o agrotóxico teve seu registro suspenso pela Justiça brasileira.

Por Cida de Oliveira

  
As queixas dos ruralistas são crescentes na mídia comercial: sem o glifosato, a próxima safra de milho e soja, que começa em setembro, está em risco. O recado soa como chantagem de um setor que se gaba de alimentar a população da terra e de sustentar o Produto Interno Bruto (PIB) nacional – quando na verdade 70% dos alimentos que chegam à mesa dos brasileiros são produzidos pela agricultura familiar, e não por esse "agro pop, tech e tudo", que emprega pouco e praticamente não paga impostos – inclusive o de exportação.

Para dar mais eco à grita do setor que domina o Congresso Nacional, o sindicato dos fabricantes e indústrias como a Monsanto e a Syngenta, que produzem este e outros agrotóxicos, já avisaram que não conseguem oferecer herbicidas substitutos em quantidade suficiente para o plantio dessas lavouras.

No último dia 3, a juíza federal substituta Luciana Raquel Tolentino de Moura, da 7ª Vara da Seção Judiciária do Distrito Federal, determinou em caráter liminar que o governo federal não conceda novos registros de produtos que contenham como ingredientes ativos a abamectina, o glifosato e o tiram. E que suspenda, no prazo de 30 dias, o registro de todos os produtos que utilizam tais substâncias até que a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) conclua os procedimentos de reavaliação toxicológica.

À agência, a magistrada deu prazo final até 31 de dezembro para conclusão dos procedimentos de reavaliação toxicológica das três substâncias. Em caso de descumprimento da decisão, haverá multa diária de R$ 10 mil. E o servidor público responsável pelo atraso no cumprimento da determinação será processado nos âmbitos civil, administrativo e penal.

Ela destaca na determinação o fato de o Brasil conceder registro com prazo de validade indeterminado. “No entanto, o conhecimento técnico científico sobre os ingredientes ativos e, especialmente, sobre o surgimento de perigos e riscos associados ao uso é dinâmico, podendo apresentar novos estudos que imponham a reconsideração toxicológica e os efeitos do ingrediente ativo, razão pela qual a Lei 7.802/1989 e o Decreto 4.074/2002 preveem o procedimento de reavaliação toxicológica.”

Como a decisão afeta diretamente a produção do atual ministro da Agricultura, Blairo Maggi (PP-MT), que tem sido chamado de "o rei da soja", é ainda maior a pressão sobre a Advocacia-Geral da União (AGU) para derrubar a liminar em primeira instância.

Transgênicos
O glifosato é o agrotóxico mais usado em todo o mundo, inclusive no Brasil, que é o maior consumidor mundial desses agroquímicos, ou "pesticidas", como preferem os ruralistas. Tem aplicação em diversas lavouras, mas é nos cultivos de transgênicos, como soja e milho, que são mais largamente utilizados.

Isso porque essas sementes foram modificadas geneticamente para resistir a doses cada vez maiores do produto, despejadas para combater plantas daninhas cada vez mais resistentes a ele num esforço de sobrevivência da espécie. É a natureza se impondo à tecnologia.

Além disso, é o mais barato dos agrotóxicos, que passou a ser fabricado por muitas empresas desde 2000, quando a patente, que era da Monsanto, expirou. Há um círculo vicioso na produção desses grãos. Sair desse modelo que traz lucros crescentes às empresas que modificam geneticamente as sementes, que são as mesmas que produzem os venenos, torna-se um desafio.

"Tomara que toda essa pressão resulte na agilização da reavaliação pela Anvisa, e que haja prazos para o banimento do glifosato", diz o agrônomo Ruy Muricy, integrante dos fóruns baiano e nacional de combate aos impactos dos agrotóxicos e transgênicos.

O círculo vicioso inclui ainda a aprovação, praticamente automática, de novas plantas transgênicas resistentes a herbicidas. A Comissão Técnica Nacional de Biossegurança (CTNBio) faz liberações com base em estudos falhos e insuficientes apresentados pelas empresas.

Em 2007 havia 27 variedades de plantas transgênicas aprovadas para uso comercial no Brasil, sendo elas de milho, soja e algodão. Em 2017, esse número saltou para 75 variedades, que passaram a incluir feijão, eucalipto e cana-de-açúcar. Segundo estudo publicado na revista Ciência e Saúde Coletiva, da Associação Brasileira de Saúde Coletiva (Abrasco), houve aumento do uso de agrotóxicos em 160% no período de 2000 a 2012 por causa dos transgênicos. No caso da soja geneticamente modificada, o consumo de venenos triplicou.

Condenação
O produto é suspenso no Brasil no momento em que enfrenta adversidades várias partes do mundo. A Monsanto, vendida recentemente para multinacional alemã Bayer, que produz agrotóxicos, transgênicos e medicamentos, foi condenada no último dia 10 pelo júri da Califórnia.

Para os jurados, a empresa é culpada e tem de indenizar em US$ 289 milhões (cerca de R$ 1 bilhão) o trabalhador Dewayne Johnson, de 46 anos. Conforme a sua defesa, ele desenvolveu um tipo de câncer que destrói as células de defesa do organismo – linfoma – pela exposição constante ao Roundup nos dois anos em que trabalhou como jardineiro em uma escola de São Francisco. Roundup é o nome comercial do glifosato da Monsanto.

A companhia, por meio de sua assessoria de imprensa no Brasil, nega a relação entre o produto e a doença do trabalhador. E informa que a companhia vai apelar da decisão do júri e continuará a defender o produto, que tem "um histórico de 40 anos de uso seguro e continua a ser uma ferramenta vital, eficaz e segura para os agricultores". O prejuízo da empresa não se compara com a do trabalhador, que está pagando com a saúde e com a vida.

Aberrações
Proibido no Sri Lanka, El Salvador e Bermudas, entre outros, o glifosato deve ser banido no âmbito da União Europeia (UE) se depender da França, Itália, Grécia e Áustria. O governo francês quer proibir o produto no seu território até 2022. Esses países levam em consideração a decisão da Agência Internacional de Pesquisa em Câncer (Iarc), vinculada à Organização das Nações Unidas, que em 2015 enquadrou a substância na categoria 2A. Isso significa que a substância é “provavelmente cancerígena para humanos e comprovadamente cancerígeno para animais”.

Influíram na mudança de posicionamento da agência o estudo conduzido na Universidade de Caen, na França, pelos pesquisadores liderados por Gilles-Eric Seralini. Depois de dois anos alimentando um grupo de ratos com milho transgênico, outro com milho transgênico contendo resíduos de glifosato e um terceiro com milho convencional, sem alteração genética e sem resíduos do produto, observaram tumores, danos nos rins, fígados e outros problemas nos ratos que receberam milho com resíduos de glifosato.

A Anvisa, porém, considera o glifosato pouco tóxico, mas estudos conduzidos pela própria autarquia concluíram que “o tratamento com glifosato mostrou um aumento significativo das aberrações cromossômicas e de presença de micronúcleos nos animais que receberam o glifosato e o benzo-α-pireno”. Além disso, uma nota de 2008, assinada pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), afirma que o glifosato reduz a produção de progesterona em mamíferos, afeta a mortalidade de células placentárias e é supostamente carcinogênico.

Até a decisão da juíza Luciana Raquel Tolentino de Moura, os fabricantes do produto "nadavam de braçada" no Brasil. Conforme o Atlas Geografia do Uso de Agrotóxicos no Brasil e Conexões com a União Europeia, de autoria da professora e pesquisadora do Departamento de Geografia da USP, Larissa Mies Bombardi, a legislação brasileira permite absurdos. Para se ter uma ideia, o Brasil permite a presença de resíduos do agrotóxico em quantidade 200 vezes maior que o permitido em países da União Europeia. Na água, o absurdo é sem tamanho: 5 mil vezes.

Coordenador da Comissão de Regulação do Fórum Nacional de Combate aos Impactos dos Agrotóxicos e Transgênicos, o advogado Cleber Folgado avalia que os problemas causados pelos agrotóxicos vão além dos prejuízos à saúde pública e o meio ambiente.

Os cofres públicos também são duramente afetados. "A Bahia, por exemplo, deixou de arrecadar em 2016 R$ 69 milhões apenas com isenções do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS). Quantos leitos hospitalares poderiam ser construídos com essa soma? Quantas ações em agroecologia e produção orgânica poderiam ser subsidiadas? Quantas escolas construídas? Quantas publicações de materiais informativos para a sociedade sobre os riscos dos agrotóxicos e as vantagens dos alimentos sem veneno?”, questiona, lembrando que o montante não inclui a isenção total do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) e do PIS/Pasep e Cofins para alguns agrotóxicos.

Tramita no Supremo Tribunal Federal (STF) a Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI) 5.553, movida pelo Psol contra duas cláusulas do Convênio 100/1997, do Conselho Nacional de Política Fazendária (Confaz), e dispositivos da Tabela de Incidência do Imposto sobre Produtos Industrializados (Tipi), estabelecida pelo Decreto 7.660/2011 que beneficiam a indústria dos agrotóxicos.

A primeira cláusula questionada é a que reduz 60% da base de cálculo do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) de agrotóxicos nas saídas interestaduais. A segunda autoriza os estados e o Distrito Federal a conceder a mesma redução nas operações internas envolvendo agrotóxicos. Já o decreto concede isenção total de Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) aos agrotóxicos. A ADI já teve parecer favorável da procuradora-geral da República, Raquel Dodge, que considera inconstitucionais as isenções a produtos danosos à saúde e ao meio ambiente. 

“O glifosato é fonte de lucro para a indústria. Sua proibição traz impactos econômicos à indústria do veneno. Tendo em vista que o Brasil é o pais que mais consome agrotóxicos no mundo, e que mais de 60% dos venenos utilizados aqui tem por base o ingrediente ativo glifosato, imaginar uma possível proibição no pais seria um desastre para a indústria. É por isso que a recente decisão da 7ª Vara da Justiça Federal do Distrito Federal proibindo o uso dos agrotóxicos abamectina, glifosato e tiram no Brasil causaram tanto ‘bafafá’ nos bastidores do agronegócio brasileiro", destaca Folgado.

Pacote
A suspensão do glifosato e das outras duas substâncias traz mais robustez aos argumentos de especialistas em saúde e meio ambiente. Por meio de pareceres e notas, eles têm advertido autoridades, parlamentares e a sociedade como um todo sobre os perigos do avanço do chamado Pacote do Veneno na Câmara. No final de junho, apesar de forte pressão de entidades nacionais e estrangeiras, os ruralistas conseguiram aprovar substitutivo do também ruralista Luiz Nishimori (PR-PR) para o Projeto de Lei 6.299/2002 e apensados. De autoria do então senador Blairo Maggi, afrouxa ainda mais as regras para o registro, produção, comercialização e uso dos agrotóxicos no Brasil.

O pacote, que atende apenas aos interesses dos ruralistas e da cadeia produtiva dos agrotóxicos, está pronto para ser votado no plenário da Câmara. Segundo analistas, porém, uma medida tão impopular não deverá ser colocada em votação antes das eleições. Nenhum deputado pró-Pacote do Veneno quer comprometer sua reeleição.

Outros venenos
Dos 50 ingredientes ativos mais utilizados no Brasil, 28 já foram proibidos em outros países do mundo. Em 2008, 14 ingredientes ativos de agrotóxicos foram postos em reavaliação pela Anvisa. Apenas seis foram proibidos, 4 foram mantidos e 2 foram proibidos porém determinado um prazo para terminarem os estoques. Foram proibidos porque causam danos à saúde, mas a agência entendeu que deviam ter um prazo para que os estoques fossem comercializados. "Entre garantir os lucros das empresas e a necessidade de proteção imediata da saúde pública e do meio ambiente, optou-se por preservar a vida só após preservar os lucros", destaca Folgado.

Proibido na União Europeia em 2007, o Paraquat foi posto em reavaliação no Brasil no ano seguinte, mas o processo teve início apenas em em 2009. Só em 2015 a Anvisa colocou o produto em consulta pública, com parecer indicando a proibição uma vez que o produto é mutagênico, não tem antídoto e provoca doença de Parkinson. Em 2017 a própria Anvisa reuniu a direção colegiada e decidiu banir o Paraquat. Porém, concedeu prazo de três anos para sua utilização e “desova” dos estoques. Por isso há incertezas quanto ao tratamento que será dado ao glifosato no processo de reavaliação toxicológica. 

O enfrentamento requer a organização da sociedade nos movimentos sociais, entidades de Saúde Pública e meio ambiente para dialogar e denunciar os impactos nefastos dos agrotóxicos e apresentar alternativas, como é o caso da produção agroecológica.

"A participação social efetiva deve se dar tanto nos aspectos teóricos, ajudando a pensar as alternativas e produção de informações, bem como na construção prática de tais alternativas. Assim, apoiar Projetos de Lei (municipais, estaduais, federais) que buscam limitar a problemática dos agrotóxicos e promover a agroecologia são uma necessidade para mudança do quadro atual", opina o agrônomo e coordenador da Frente Parlamentar Ambientalista da Assembleia Legislativa da Bahia, deputado Marcelino Gallo (PT).

Ele destaca ainda a necessidade de massificação das informações, especialmente das alternativas existentes para a superação do círculo vicioso, que passa pela transição agroecológica. Nesse aspecto, destaca, é preciso cobrar do Estado brasileiro as condições técnicas, científicas e financeiras.

Todavia, acredita, a promoção da agroecologia requer medidas concomitantes para a redução do uso de agrotóxicos. Por isso ganha importância o Projeto de Lei 6.670/2016, que propõe a construção da Política Nacional de Redução de Agrotóxico (Pnara) e os projetos de lei estaduais. "É o caso do PL nº 21.916/2016, que cria a Política Estadual de Agroecologia e Produção Orgânica (PEAPO) da Bahia, ou ainda o PL nº 21.314/2015 que propõe a proibição da pulverização aérea de agrotóxicos no estado", destaca Galo.

Para o Fórum Nacional de Combate aos Impactos dos Agrotóxicos e Transgênicos, a realização de audiências públicas pelos fóruns estaduais são extremamente importantes. Afinal, possibilitam esclarecer a sociedade sobre a dimensão do problema, bem como a articulação daqueles que lutam pela promoção da vida contra os venenos. 

Fonte: Portal Vermelho A Esquerda Bem Informada
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segunda-feira, 30 de julho de 2018

Congresso de saúde coletiva defende política de redução de agrotóxicos

Congresso de saúde coletiva defende política de redução de agrotóxicos

A Associação Brasileira de Saúde Coletiva (Abrasco) lançou no último sábado (28), durante a 12ª edição do congresso da entidade, um dossiê atualizado sobre o uso de agrotóxicos no país. Denominado Dossiê Científico e Técnico contra o Projeto de Lei do Veneno (PL 6.299/2002) e a favor da proposta que institui a Política Nacional de Redução de Agrotóxicos (Pnara).

Tomaz Silva/Agência Brasil/Agência Brasil
  
O documento foi produzido pela Abrasco e pela Associação Brasileira de Agroecologia (ABA), em meio às discussões sobre o projeto aprovado na comissão especial da Câmara dos Deputados no dia 26 de junho.

De acordo com o vice-presidente da ABA, Paulo Petersen, o dossiê reúne documentos relacionados aos dois projetos. “Compilamos um conjunto de manifestações de instituições acadêmicas e públicas, da sociedade civil e internacionais, como a ONU, e fizemos um comentário geral. Ele referenda, a partir de organizações científicas, manifestações científicas, mas que estão influenciando a arena política”.

Conforme Paulo Petersen, o chamado PL do Agrotóxico muda a legislação anterior, de 1989, tirando as possibilidades de regulação pública na área de liberação de novos produtos e na identificação e comunicação, “de modo a tornar ainda mais oculto os efeitos dos agrotóxicos sobre a saúde coletiva e sobre o meio ambiente”.

Pelo projeto, a liberação de novos agrotóxicos deixaria de passar pela Anvisa, Ministério da Saúde e Ibama, que avaliam os riscos à saúde ambiental e à saúde pública, e passaria a ter uma predominância do Ministério da Agricultura, que tem uma perspectiva muito mais econômica. Também substitui o termo “agrotóxico” por “pesticida” ou “defensivos agrícolas”.

“O princípio da precaução, que deve prevalecer no uso do conhecimento científico para liberação de produtos e certas tecnologias sobre a natureza, vai sendo comprometido. Na verdade, é um grande desmonte da uma legislação anterior que está funcionando e é uma referência internacional. O discurso de que estamos modernizando, desburocratizando, vai na contramão de toda uma discussão na sociedade, na academia e no mundo”.

O dossiê contém manifestações contrárias à flexibilização no uso dos agrotóxicos de instituições como o Instituto Nacional do Câncer (Inca), Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC) e Organização das Nações Unidas para a Alimentação e Agricultura (FAO).

Pesquisador da Abrasco e professor da Escola Nacional de Saúde Pública da Fiocruz, Marcelo Firpo afirmou que a discussão deve ser feita em torno do que é realmente relevante para o país.

“Sem dúvida, o progresso econômico, o desenvolvimento da economia, o pagamento das dívidas públicas e a redução do déficit da balança comercial são relevantes. Mas qual é o preço disso diante da morte e da doença de crianças, jovens, adultos, velhos e trabalhadores, que morrem em função de substâncias perigosa?”, questionou Firpo.

Segundo ele, as mudanças propostas na regulamentação dos agrotóxicos representam um retrocesso no processo civilizatório, na garantia da saúde e da vida dos cidadãos. “É preciso esclarecer a sociedade o valor e os efeitos para a vida das pessoas, das famílias e para o sistema de saúde em decorrência do uso excessivo e que tornou o Brasil o maior consumidor mundial de agrotóxicos”, acrescentou.

Segundo os dados preliminares do Censo Agropecuário 2017, divulgado quinta-feira (26) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), 1.681.001 produtores rurais utilizaram agrotóxicos no ano passado, representando um aumento de 20,4% em relação a 2006.

O 12º Congresso Brasileiro de Saúde Coletiva, o Abrascão 2018, terminou neste domingo (29), no campus de Manguinhos da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz).

Fonte: Portal Vermelho A Esquerda Bem Informada
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sexta-feira, 20 de julho de 2018

Convite - Oficina Planos de Manejo UCNs Mata do Barro e APA Engenho Uchôa

Prezados e prezadas,

A Secretaria de Desenvolvimento Sustentável e Meio Ambiente iniciou o processo de elaboração dos Planos de Manejo das Unidades de Conservação da Natureza (UCNs) do Recife, os quais são importantes instrumentos de gestão socioambiental destas áreas verdes da nossa cidade. 

Neste contexto, até o mês de agosto realizaremos, nas proximidades das UCNs, as oficinas de Diagnóstico Participativo, envolvendo os diversos atores sociais que tenham relação com estes espaços ou desenvolvam projetos, ações ou pesquisas nos mesmos.

Convidamos você/sua instituição para participar da oficina CONHECENDO NOSSA UNIDADE DE CONSERVAÇÃO, conforme a seguir:

Oficina de Diagnóstico Participativo das UCNs Mata do Barro e APA Engenho Uchôa
Dia/horário: 24/07 (terça-feira), das 8h30 às 17h.
Local: EREM Apolônio Sales
Rua José Brasileiro Vila Nova, nº 38 - Ibura


















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Movimento em Defesa da Mata do Engenho Uchoa

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sábado, 14 de julho de 2018

História de Luta em Defesa da Saúde Pública e do SUS



História de Luta em Defesa da Saúde Pública e do SUS


A 16ª Conferência de Saúde: o papel da CONAM e do Movimento Comunitário nesta construção!

  
O Conselho Nacional de Saúde começa a construir o processo da 16ª Conferência Nacional de Saúde – que vem sendo denominada 8ª+8 em referência à histórica 8ª Conferência da Saúde, que afirmou conceitos e foi fundamental na Construção do SUS. Da mesma forma os temas centrais da 8ª vão ser debatidas novamente na 16ª Conferência de Saúde - tendo a Democracia como pano de fundo deste debate.

Quando foi criado pela Constituição de 1988, o SUS teve como base três princípios: Universalidade, Integralidade e Equidade. Por meio deles, garante a todos os brasileiros acesso ao sistema de saúde, sem qualquer forma de distinção, por meio de um atendimento integral em todas as áreas e especialidades necessárias. Isso abrange a promoção da saúde, a prevenção e o tratamento de doenças do nascimento à velhice.

Na ordem do dia, para barrar o desmonte do SUS e do Estado, é fundamental revogar a EC 95/2016, que limita os gastos em saúde e políticas sociais. Esta questão aprofunda o principal gargalo histórico do SUS e da saúde pública: o financiamento da saúde.

A luta histórica do movimento de saúde do Brasil tem a forte presença das comunidades, da luta pelo acesso à saúde, desde os bairros até a consolidação do SUS enquanto Sistema Universal. A luta do movimento comunitário se deu com destaque pela defesa dos serviços e equipamentos públicos essenciais das comunidades. Uma grande conquista do movimento comunitário para o fortalecimento do SUS foi criação dos agentes comunitários de saúde e dos agentes de endemias. Estas são duas das contribuições concretas do movimento comunitário a saúde pública do Brasil.

Nesta gestão do Conselho de Saúde a CONAM – Confederação Nacional das Associações de Moradores e o movimento comunitário têm cumprido tarefas importantes. Historicamente temos acompanhado e coordenamos o debate sobre o financiamento da saúde e tivemos papel de destaque na construção e coordenação da 1ª Conferência Nacional de Vigilância em Saúde.

Agenda de mobilizações – Derrotar a EC 95 e construir a 16ª Conferência de Saúde


Neste sentido é tarefa do movimento comunitário mergulhar na campanha pela revogação da EC 95, que corta os investimentos no conjunto das políticas sociais, em especial na saúde. O processo de construção da 16ª Conferência de Saúde deve ser um momento de aprofundar a construção a coleta de assinaturas, mobilização contra a EC e espaço de aprofundar a defesa da democracia e contra o desmonte das políticas sociais.

É desafio converter esta mobilização e presença comunitária na construção da gestão democrática do SUS, desde a base nos conselhos locais, passando pelos conselhos municipais e estaduais. A construção da 16ª Conferência coloca o desafio de garantirmos o SUS público e universal e ao mesmo tempo elevar a luta em defesa da saúde como luta fundamental como contribuição a construção de outro projeto nacional de desenvolvimento econômico e social.

De outro lado, é necessário garantir a qualificação desta participação, numa via de duas mãos, de um lado ouvir e assimilar a opinião, de outro lado subsidiar com dados e informações para que esta presença garanta a prestação de um serviço melhor, bem como o controle social efetivo e gestão democrática.

O movimento comunitário deve estar organizado e mobilizado neste processo para garantir sua presença e opinião nesta construção, levando a opinião dos usuários e comunidades que precisam do SUS. Hoje mais de 150 milhões de pessoas dependem exclusivamente do SUS e a ampla maioria destas pessoas estão nas comunidades, organizadas ou não. É nossa tarefa ser a voz de quem precisa ser ouvido.

A população que precisa sabe da importância e gosta do SUS


Pesquisa recente do Datafolha aponta que 39% da população entende que saúde deve ser a primeira prioridade do Governo Federal. Esta mesma pesquisa mostra que 88% defendem a manutenção do SUS como modelo de acesso universal, integral e gratuito. Outros dados apontam que de quem acessa os serviços 77% avaliam eles entre regular e ótimo. Estes dados por si só já demonstram o papel do SUS e a percepção do população em relação à sua importância, mesmo com os ataques frenquentes que sofre na mídia e o sentimento que precisamos continuar lutando para ele melhorar.

Temos certeza que se for superada a questão do (sub)financiamento, com garantia de mais fontes, e a revogação EC 95, podemos dar uma resposta ainda melhor para os usuários, assim como condições melhor de trabalho para os profissionais da saúde.

Diante destes dados e dos desafios colocados fica claro que defender a SUS e mergulhar no processo da 16ª Conferência de Saúde (8ª+8) é a oportunidade de debater com as comunidades e repactuar, à partir da democracia e dos princípios de universalidade, integralidade e equidade. Este é o nosso desafio, o desafio dos nossos tempos para o movimento comunitário e a defesa da saúde pública no Brasil.


Fernando Pigatto – Diretor de Saúde da CONAM

Wanderley Gomes da Silva - Membro Titular do Conselho Nacional de Saúde e Diretor da CONAM

Getúlio Vargas Júnior – Presidente da CONAM

Fonte: Portal Vermelho A esquerda Bem Informada
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