quarta-feira, 4 de março de 2015

8 de Março - Gênero e Meio Ambiente

SMAS sedia encontro em comemoração ao Dia Internacional da Mulher

MULHERES

Marcando as comemorações pela passagem do Dia Internacional da Mulher, a Secretaria de Meio Ambiente e Sustentabilidade do Recife lança no próximo dia 11 de março o Núcleo de Estudos Gênero e Meio Ambiente, em evento aberto ao público.
O Núcleo de Estudos é uma iniciativa que prevê a realização, ao longo de 2015,  de seis rodas de diálogo nas quais personalidades de diversas áreas de atuação serão convidadas a opinar sobre o papel das mulheres na construção da sustentabilidade e a debater, com as servidoras e servidores da Secretaria, a construção de uma sociedade harmônica com a natureza seja pelo viés das relações entre mulheres e homens nos espaços público e privado, seja pelo rompimento com um modelo econômico que adota posturas destrutivas dos ambientes naturais.
A primeira edição das rodas de diálogo contará com a presença da Secretária da Mulher de Pernambuco, Silvia Cordeiro, e começa às 8h30, no pátio da SMAS, na Rua Fernando César, 65, Encruzilhada. Para a secretária Cida Pedrosa, “a construção da sustentabilidade passa pela promoção dos direitos das mulheres, pois é impensável uma cidade humanizada, que se pretenda economicamente sustentável, ambientalmente equilibrada e socialmente justa ,sem que mais da metade de sua população seja respeitada ou que não tenham suas demandas atendidas. É tarefa e papel de nossa secretaria, portanto, incentivar participação política e transformadora das mulheres”.

Fonte: SMAS - Secretaria de Meio Ambiente e Sustentabilidade do Recife
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domingo, 1 de março de 2015

Orgânicos garantem renda e qualidade de vida aos associados quilombolas

Orgânicos garantem renda e qualidade de vida para quilombolas de comunidade em Mato Grosso do Sul

Foto: Paulo Henrique Carvalho/ MDA
 Associação Negra Rural Quilombola Chácara Buriti, em Campo Grande (MS), fundada em 2006, integra 40 famílias de descendentes de escravos que trabalham com o cultivo de hortaliças orgânicas. Formada por aproximadamente 70% de jovens, a associação produz cerca de 430 cestos de alimentos diariamente. A produção garante renda e qualidade de vida aos associados que comercializam os itens, principalmente, por meio de programas de compras públicas do Governo Federal.

A comunidade, que teve início na década de 1930, ocupa 60 hectares. Em parte da área, os quilombolas produzem alface, salsa, cebolinha, coentro e berinjela, sem o uso de aditivos químicos, segundo afirma o coordenador da Associação, Antônio Borges dos Santos.

A escolha pela produção orgânica, segundo Borges, foi feita para preservar a saúde de quem produz e daqueles que consomem os produtos. “Foi o maior acerto trabalhar com produção orgânica”, destaca ao assegurar que tudo que é cultivado na comunidade é aproveitado, seja para consumo próprio ou para venda.

Os produtos da comunidade são comercializados em feiras e mercados da região e para os programas de Aquisição de Alimentos (PAA) e de Alimentação Escolar (Pnae) do Governo Federal. “A venda das hortaliças para esses programas teve grande impacto na comunidade. A partir desse acesso, começamos a nos desenvolver”, avalia.

Outro conquista dos agricultores da comunidade, segundo ele, foi a aquisição do Selo Brasil Quilombola, criado pelo Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA). “Fomos uma das primeiras comunidades a receber o selo. Isso nos trouxe muito reconhecimento no município e no estado.”

A oportunidade de melhorar a qualidade de vida e ter garantia de renda foram grandes estímulos para os jovens que vivem ali. “Cada um tem um horário de trabalho e muitos já conseguiram comprar um carrinho. Eles viram que poderiam ter o próprio negócio dentro da comunidade e que isso era mais rentável”, conta Antônio Borges. Ele acrescenta que o objetivo agora é ampliar o território, mas que as conquistas adquiridas até hoje são satisfatórias. “Hoje eu posso dizer que temos uma comunidade feliz, totalmente diferente.”

Tássia Navarro
Ascom/MDA



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sábado, 28 de fevereiro de 2015

Intelectuais Lançam Manifesto em Defesa da Petrobras


Intelectuais denunciam golpe contra Petrobras em manifesto 

Documento assinado por nomes de peso do país, como Fabio Konder Comparato, Marilena Chauí, Cândido Mendes, Celso Amorim, João Pedro Stédile, Leonardo Boff, Luiz Pinguelli Rosa e Maria da Conceição Tavares, alerta para a tentativa de destruição da Petrobras e de seus fornecedores. Eles propõem um pacto pela democracia, e denunciam a intenção de mudança do modelo que rege a exploração de petróleo no Brasil. 


O manifesto diz que "os interesses dominantes" estimulam o desgaste do Governo legitimamente eleito, com vista a abreviar o seu mandato. O manifesto diz que "os interesses dominantes" estimulam o desgaste do Governo legitimamente eleito, com vista a abreviar o seu mandato.
"Com efeito, há uma campanha para esvaziar a Petrobras, a única das grandes empresas de petróleo a ter reservas e produção continuamente aumentadas", diz o texto. "Debilitada a Petrobras, âncora do nosso desenvolvimento científico, tecnológico e industrial, serão dizimadas empresas aqui instaladas, responsáveis por mais de 500.000 empregos qualificados, remetendo-nos uma vez mais a uma condição subalterna e colonial."

Confira o manifesto, na íntegra:

O QUE ESTÁ EM JOGO AGORA

A chamada Operação Lava Jato, a partir da apuração de malfeitos na Petrobras, desencadeou um processo político que coloca em risco conquistas da nossa soberania e a própria democracia.

Com efeito, há uma campanha para esvaziar a Petrobras, a única das grandes empresas de petróleo a ter reservas e produção continuamente aumentadas. Além disso, vem a proposta de entregar o pré-sal às empresas estrangeiras, restabelecendo o regime de concessão, alterado pelo atual regime de partilha, que dá à Petrobras o monopólio do conhecimento da exploração e produção de petróleo em águas ultraprofundas. Essa situação tem lhe valido a conquista dos principais prêmios em congressos internacionais.

Está à vista de todos a voracidade com que interesses geopolíticos dominantes buscam o controle do petróleo no mundo, inclusive através de intervenções militares. Entre nós, esses interesses parecem encontrar eco em uma certa mídia a eles subserviente e em parlamentares com eles alinhados.

Debilitada a Petrobras, âncora do nosso desenvolvimento científico, tecnológico e industrial, serão dizimadas empresas aqui instaladas, responsáveis por mais de 500.000 empregos qualificados, remetendo-nos uma vez mais a uma condição subalterna e colonial.

Por outro lado, esses mesmos setores estimulam o desgaste do Governo legitimamente eleito, com vista a abreviar o seu mandato. Para tanto, não hesitam em atropelar o Estado de Direito democrático, ao usarem, com estardalhaço, informações parciais e preliminares do Judiciário, da Polícia Federal, do Ministério Público e da própria mídia, na busca de uma comoção nacional que lhes permita alcançar seus objetivos, antinacionais e antidemocráticos.

O Brasil viveu, em 1964, uma experiência da mesma natureza. Custou-nos um longo período de trevas e de arbítrio. Trata-se agora de evitar sua repetição. Conclamamos as forças vivas da Nação a cerrarem fileiras, em uma ampla aliança nacional, acima de interesses partidários ou ideológicos, em torno da democracia e da Petrobras, o nosso principal símbolo de soberania.

20 de fevereiro de 2015

Alberto Passos Guimarães Filho

Aldo Arantes
Ana Maria Costa
Ana Tereza Pereira
Cândido Mendes
Carlos Medeiros
Carlos Moura
Claudius Ceccon
Celso Amorim
Celso Pinto de Melo
D. Demetrio Valentini
Emir Sader
Ennio Candotti
Fabio Konder Comparato
Franklin Martins
Jether Ramalho
José Noronha
Ivone Gebara
João Pedro Stédile
José Jofilly
José Luiz Fiori
José Paulo Sepúlveda Pertence
Ladislau Dowbor
Leonardo Boff
Ligia Bahia
Lucia Ribeiro
Luiz Alberto Gomez de Souza
Luiz Pinguelli Rosa
Magali do Nascimento Cunha
Marcelo Timotheo da Costa
Marco Antonio Raupp
Maria Clara Bingemer
Maria da Conceição Tavares
Maria Helena Arrochelas
Maria José Sousa dos Santos
Marilena Chauí
Marilene Correa
Otavio Alves Velho
Paulo José
Reinaldo Guimarães
Ricardo Bielschowsky
Roberto Amaral
Samuel Pinheiro Guimarães
Sergio Mascarenhas
Sergio Rezende
Silvio Tendler
Sonia Fleury
Waldir Pires

Fonte: Jornal do Brasil

Publicado no Portal Vermelho A Esquerda Bem Informada
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sábado, 21 de fevereiro de 2015

Reforma política e a consciência das massas

Reforma política e a consciência das massas

Um consenso entre aqueles que preocupam-se, sinceramente e não só em palavras, com o aprofundamento da democracia e da justiça social no Brasil, é a necessidade de elevar o nível de consciência política das massas. Para favorecer este objetivo é fundamental uma reforma política de sentido progressista.

Alguns pontos nodais devem ser defendidos, a começar pelo financiamento público das campanhas. Ao argumento de que o “povo pagará está conta” responde-se com o óbvio: o povo já paga uma conta, e alta, por ter parlamentares que devem satisfação não aos seus eleitores, mas aos financiadores de suas campanhas. Aliás, o próprio Supremo Tribunal Federal (STF) já considerou que o financiamento das campanhas por empresas é inconstitucional. Infelizmente, antes de a votação ser concluída, já com a maioria dos ministros tendo votado pela inconstitucionalidade, o ministro Gilmar Mendes pediu vistas ao processo e o engaveta há mais de dez meses. Tal atitude fere as mais comezinhas práticas republicanas. Um ministro, por discordar ideologicamente de uma decisão do colegiado, simplesmente impede que a votação seja concluída. O que seria motivo de escândalo – uma chicana feita na maior corte da nação – passa quase incólume pela blindagem da mídia empresarial. No entanto, o financiamento público das campanhas continua na pauta e é defendida por entidades como a OAB, CNBB, entre dezenas de outras reunidas na Coalizão pela Reforma Política Democrática e Eleições Limpas.

Outro ponto que consideramos nodal é o voto em lista pré-ordenada. Tal medida seria um importante passo para buscar vencer o personalismo que marca atualmente a batalha eleitoral. O eleitor não é motivado pelo programa ou pela ideologia do candidato, itens que na maioria dos casos sequer são considerados no momento em que vai se decidir o voto, o que faz prevalecer, muitas vezes, o sufrágio em troca de favores meramente corporativos, pessoais ou até mesmo mercantis. Ao fazer campanha para uma lista pré-ordenada, por um lado os partidos terão que deixar mais claras suas opções programáticas e ideológicas e por outro lado o eleitor necessariamente terá que ter em conta estas opções para definir sua adesão.

Uma reforma política de sentido progressista não pode proibir o direito à coligação. Tal proibição seria afrontar abertamente a diretriz primária de se respeitar a liberdade de organização partidária. Ora, desde o advento dos modernos partidos políticos é inegável o direito de concertar coligações, eleitorais ou não, tendo em vista objetivos comuns. Tal proibição, proposta em nome da “moralização da política” mal esconde seu objetivo de manietar a democracia, reduzindo a representação parlamentar a três ou quatro grandes partidos, o que também é o objetivo perseguido ao se propor cláusula de barreira e voto distrital. As forças do campo democrático que porventura defendam estes pontos caem em nítida contradição: não é possível aprofundar a democracia, limitando-a.

Portanto, financiamento público, voto em lista pré-ordenada, preservação da liberdade de organização partidária, com direito à coligação, sem cláusula de barreira e com voto proporcional são os pontos centrais de uma reforma que efetivamente contribua para o avanço da consciência política das massas.


    Fonte: Portal Vermelho A Esquerda Bem Informada
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    quinta-feira, 19 de fevereiro de 2015

    Gustavo Noronha: A insustentável maneira de ser

    Gustavo Noronha: A insustentável maneira de ser


    Há que se agregar a defesa do planeta como parte indissociável da luta pelo socialismo. As crises econômica, energética, alimentar e ecológica decorrem do insustentável padrão de consumo imposto pelo capitalismo.

    Por Gustavo Noronha*, publicado no Brasil Debate


      
    Vivemos tempos difíceis, tempos de uma crise financeira, que na verdade vem se mostrando uma das mais profundas e resilientes crises econômicas do capitalismo, cujos desdobramentos são imprevisíveis. Uma crise cuja saída não é possível sem a superação do modelo social e político do capitalismo. O simples crescimento econômico não conseguirá resolver as falhas do sistema. Mas a crise não é apenas econômica, é alimentar, energética e ecológica.

    “Com a preponderância sempre crescente da população urbana que amontoa em grandes centros, a produção capitalista acumula, por um lado, a força motriz histórica da sociedade, mas perturba, por outro lado, o metabolismo entre homem e terra, isto é, o retorno dos componentes da terra consumidos pelo homem, (…), à terra, [perturba] portanto a eterna condição natural da fertilidade do solo. (…) E cada progresso da agricultura capitalista não é só um progresso na arte de saquear o trabalhador, mas ao mesmo tempo na arte de saquear o solo, pois cada progresso no aumento da fertilidade por certo período é simultaneamente um progresso na ruína das fontes permanentes dessa fertilidade.” - Karl Marx, O Capital, Primeiro Livro, Volume 2

    “A sociedade burguesa se encontra diante de um dilema: ou avanço para o socialismo ou recaída na barbárie.” - Engels apud Rosa de Luxemburgo

    Thomas Piketty, no seu livro O capital no século 21, demonstrou por meio de séries históricas seculares que a desigualdade é inerente ao capitalismo. Piketty sustenta que esse é o padrão histórico, exceto durante a primeira metade do século 20, quando tivemos duas guerras mundiais e a revolução russa. Deste modo, vivemos num modelo no qual a desigualdade crescerá a níveis nunca antes vividos.

    Não por outra razão que o dilema socialismo ou barbárie, de fundamental importância para qualquer discussão política desde o século 19, está mais atual que nunca. O padrão de produção, distribuição, acumulação e consumo hoje existente nas nações europeias e americanas do norte não é reproduzível para o conjunto das pessoas do mundo.

    Hoje, já se consomem por ano as reservas de uma Terra e meia. Se os sete bilhões de habitantes do planeta adotassem o padrão de consumo dos Estados Unidos, seriam imediatamente necessárias quatro Terras e meia!

    Para evitar a barbárie, que já se abate em várias partes do mundo, há que se agregar a defesa do planeta como parte indissociável da luta pelo socialismo. As crises econômica, energética, alimentar e ecológica decorrem do insustentável padrão de consumo imposto pelo capitalismo.

    A vida da nossa espécie encontra-se ameaçada. Os impactos das atividades humanas influem no equilíbrio ecológico que permite a sobrevivência do ser humano. Não devemos ser ecologistas apenas por querer preservar o mico-leão-dourado, o urso panda, a baraúna ou o pau-brasil, mas principalmente pelo instinto de autopreservação da espécie.

    É exatamente o modo de produção que permite o atual padrão de consumo que devasta nossas florestas e seca nossos rios, enfim, tem destruído o planeta e seus recursos naturais. Compromete assim o ciclo de chuvas, fertilidade do solo e, por consequência, a própria produção de alimentos para a população.

    Crise alimentar

    As terras agriculturáveis vão se esgotando no atual modo de produzir e seu avanço sobre as florestas nas fronteiras agrícolas. Ainda que alguém concorde que possa aumentar a produção de alimentos no curto prazo, não se sustenta no longo prazo. O próprio padrão de produção agrícola hoje esgota o solo com suas monocultoras e envenena a terra, a água e os alimentos que consumimos.

    A crise alimentar é resultante também do atual padrão de consumo. Por exemplo, o esgotamento das reservas de combustíveis fósseis num futuro não tão distante tem-se colocado como alternativa à produção de agrocombustíveis.

    Entretanto, esta inovação compete pelas terras férteis com a produção de alimentos. A discussão do modelo de exploração ideal das terras é vital para a discussão de como alimentaremos os sete bilhões de habitantes do planeta.

    Há, de um lado, o agronegócio das monoculturas, do deserto verde, do uso intensivo dos agrotóxicos e da manipulação genética de impactos, no mínimo, incertos. Muitas terras que poderiam estar disponíveis para a produção de alimentos hoje servem à celulose e ao etanol.

    Outro ponto negativo deste modelo é que a agricultura moderna baseada em insumos, fertilizantes, pesticidas e mecanização apresenta como resultado:

    – contaminação da água por pesticidas, nitratos e resíduos de solo e animal;

    – contaminação da comida e da ração animal por resíduos de agrotóxicos, causando danos ao produtor e ao consumidor;

    – uma ruptura no ecossistema, incluindo os solos, e prejuízos à vida selvagem;

    – contaminação da atmosfera por amônia, óxido nitroso, metano e os derivados da combustão;

    – sobreuso dos recursos naturais que provoca um esgotamento das reservas d’água e ameaças a vida selvagem, entre muitos outros custos.

    As perdas decorrentes dos danos à atmosfera, à água, à biodiversidade, aos solos e à saúde humana, segundo estudo da Universidade de Essex estão estimadas entre 1,5 e 2 bilhões de libras no Reino Unido e 13 bilhões de libras nos EUA.

    É preciso um contraponto com a produção orgânica e sustentável, mais viável num modelo que privilegie a agricultura familiar. O exemplo brasileiro, conforme os dados do censo agropecuário do IBGE, nos mostra que é a agricultura familiar e camponesa que põe a maior parte do alimento na nossa mesa. É preciso discutir uma reorganização da produção de alimentos do País num paradigma agroecológico, com uma produção familiar de alimentos saudáveis, livres de produtos químicos, gerando emprego e renda.

    Para nos lembrar de que um outro mundo é possível podemos observar a província indiana de Kerala (de população semelhante à do Brasil), referência do economista capitalista e prêmio Nobel de economia Amartya Sen, como exemplo do seu Desenvolvimento como Liberdade, entre outros autores. São os melhores indicadores sociais da Índia, mesmo sem uma economia robusta. Alguns números desta Província: 95% de taxa de alfabetização (61% no resto da Índia); expectativa de vida de 75/78 anos (63 na Índia); um índice de 12 a 14 de mortalidade infantil a cada mil nascidos vivos (58 no restante do país).

    Os indicadores de Kerala falam por si, mas é importante frisar que sua renda baixa também significa um padrão de consumo baixo. O sucesso de Kerala virou estudo de caso. Entretanto, o sociólogo Vicent Navarro nos lembra que “estas reduções nas desigualdades sociais e melhorias na saúde são relacionadas com as políticas conduzidas pelo partido governante no Estado, o Partido Comunista Indiano, que governou Kerala por mais tempo nestes últimos quarenta anos.”

    Em boa hora surge a vitória do SYRIZA na Grécia, o crescimento do PODEMOS na Espanha e o triunfo dos curdos em Kobane. O planeta não suporta mais o capitalismo, o capitalismo está em crise. É imprescindível que façamos desta crise a crise de superação deste sistema ambientalmente inviável.

    *Gustavo Noronha é economista do Incra.


    Fonte: Portal Vermelho A Esquerda Bem Informada
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    Monsanto: 25 doenças que podem ser causadas pelo agrotóxico glifosato

    Monsanto: 25 doenças que podem ser causadas pelo agrotóxico glifosato


    A Monsanto investiu no herbicida glifosato e o levou ao mercado com o nome comercial de Roundup em 1974, após a proibição do DDT. Mas foi no final dos anos 1990 que o uso do Roundup se massificou graças a uma engenhosa estratégia de marketing da Monsanto. A estratégia? Sementes geneticamente modificadas para cultivos alimentares que podiam tolerar altas doses de Roundup.


    Reprodução
    Cientistas descobriram que as pessoas doentes têm maiores níveis de glifosato no organismo que as pessoas sadiasCientistas descobriram que as pessoas doentes têm maiores níveis de glifosato no organismo que as pessoas sadias
    Com a introdução dessas sementes geneticamente modificadas, os agricultores podiam controlar facilmente as pragas em suas culturas de milho, soja, algodão, colza, beterraba açucareira, alfafa; cultivos que se desenvolviam bem enquanto as pragas em seu redor eram erradicadas pelo Roundup.

    Ansiosa por vender seu emblemático herbicida, a Monsanto também incentivou os agricultores a usar o Roundup como agente dessecante, para secar seus cultivos e assim fazer a colheita mais rapidamente. De modo que o Roundup é usado rotineira e diretamente em grande quantidade de cultivos de organismos não modificados geneticamente, incluindo trigo, cevada, aveia, colza, linho, ervilha, lentilha, soja, feijão e beterraba açucareira.

    Entre 1996 e 2011, o tão difundido uso de cultivos de Organismos Geneticamente Modificados (OGM) Roundup aumentou o uso de herbicidas nos Estados Unidos em 243 milhões de quilogramas – ainda que a Monsanto tenha assegurado que os cultivos de OGM reduziriam o uso de pesticidas e herbicidas.

    A Monsanto falsificou dados sobre a segurança do Roundup e o vendeu para departamentos municipais de parques e jardins e também a consumidores como sendo biodegradável e estando de acordo com o meio ambiente, promovendo seu uso em valetas, parques infantis, campos de golfe, pátios de escola, gramados e jardins privados. Um tribunal francês sentenciou que esse marketing equivalia a publicidade enganosa.

    Nos quase 20 anos de intensa exposição, os cientistas documentaram as consequências para a saúde do Roundup e do glifosato na comida, na água potável, no ar e nos lugares em que as crianças brincam.

    Descobriram que as pessoas doentes têm maiores níveis de glifosato em seu corpo do que as pessoas sadias. Também encontraram os seguintes problemas de saúde que eles atribuem à exposição ao Roundup e/ou ao glifosato:

    1)  TDHA: nas comunidades agrícolas, existe uma forte relação entre a exposição ao Roundup e o Transtorno do Déficit de Atenção e Hiperatividade, provavelmente devido à capacidade do glifosato de afetar as funções hormonais da tireoide.

    2)  Alzheimer: no laboratório, o Roundup causa o mesmo estresse oxidativo e morte de células neurais observados no Alzheimer. Isso afeta a CaMKII, uma proteína cuja desregulação também foi associada à doença.

    3)  Anencefalia (defeito de nascimento): uma pesquisa sobre os defeitos no tubo neural de bebês cujas mães viviam em um raio de mil metros de distância de onde se aplicava o pesticida mostrou uma associação entre o glifosato e a anencefalia; a ausência de uma grande porção do cérebro, do crânio e do pericrânio formado durante o desenvolvimento do embrião.

    4)  Autismo: o glifosato tem um número de efeitos biológicos alinhados a conhecidas patologias associadas ao autismo. Um desses paralelismos é a disbiose observada em crianças autistas e a toxicidade do glifosato para bactérias benéficas que combatem bactérias patológicas, assim como a alta resistência de bactérias patógenas ao glifosato. Além disso, a capacidade do glifosato de facilitar a acumulação de alumínio no cérebro poderia fazer deste a principal causa de autismo nos EUA.

    5) Defeitos de nascença: o Roundup e o glifosato podem alterar a vitamina A (ácido retinoico), uma via de comunicação celular crucial para o desenvolvimento normal do feto. Os bebês cujas mães viviam em um rádio de 1 km em relação a campos com glifosato tiveram mais que o dobro de possibilidade de ter defeitos de nascença segundo um estudo paraguaio. Os defeitos congênitos se quadruplicaram na década seguinte a que os cultivos com Roundup chegaram ao Chaco, uma província da Argentina na qual o glifosato é utilizado entre 8 e 10 vezes mais por acre do que nos EUA. Um estudo em uma família agricultora nos EUA documentou elevados níveis de glifosato e defeitos de nascença em crianças, tais como ânus não perfurados, deficiências no crescimento hormonal, hipospádias (relacionada à normalidade da abertura urinária), defeitos no coração e micropênis.

    6) Câncer cerebral: em um estudo comparativo entre crianças sadias e crianças com câncer cerebral, os pesquisadores detectaram que, se um dos pais estivera exposto ao Roundup dois anos antes do nascimento da criança, as possibilidades de ela desenvolver câncer no cérebro dobravam.

    7) Câncer de mama: o glifosato induz o crescimento de células cancerígenas no peito por meio de receptores estrógenos. O único estudo em animais a longo prazo de exposição ao glifosato produziu ratas com tumores mamários e reduziu a expectativa de vida.

    8) Câncer: pesquisas de porta em porta com 65 mil pessoas em comunidades agrárias da Argentina nas quais o Roundup foi utilizado – conhecidas como cidades fumigadas – mostraram médias de câncer entre duas e quatro vezes maiores do que a média nacional, com altos índices de câncer de mama, próstata e pulmão. Em uma comparação entre dois povos, naquele em que o Roundup fora aplicado, 31% dos moradores tinham algum familiar com câncer, ao passo que só 3% o tinham em um povoado sem Roundup. As médias mais elevadas de câncer entre as pessoas expostas ao Roundup provavelmente surgem da reconhecida capacidade do glifosato de induzir danos ao ADN, algo que foi demonstrado em inúmeras pesquisas de laboratório.

    9) Intolerância ao glúten e doença celíaca: peixes expostos ao glifosato desenvolveram problemas digestivos que são reminiscentes da doença celíaca. Existem relações entre as características da doença celíaca e os conhecidos efeitos do glifosato. Isso inclui desajustes nas bactérias das tripas, deslocamento de enzimas implicadas na eliminação de toxinas, deficiências minerais e redução dos aminoácidos.

    10) Doença crônica nos rins: os aumentos no uso do glifosato poderiam explicar as recentes ocorrências de falências renais entre os agricultores da América Central, do Sri Lanka e da Índia. Os cientistas concluíram que, “embora o glifosato por si só não provoque uma epidemia de doença renal crônica, parece que ele adquiriu a capacidade de destruir os tecidos renais de milhares de agricultores quando forma complexos com água calcária e metais nefrotóxicos”.

    11) Colite: a toxidade do glifosato sobre bactérias benéficas que eliminam a clostridia, assim como a alta resistência da clostridia ao glifosato, poderia ser um fator significativo na predisposição ao sobrecrescimento da clostridia. O sobrecrescimento da clostridia, especialmente da colite pseudomembranosa, foi comprovado como causa da colite.

    12) Depressão: o glifosato altera os processos químicos que influem na produção da serotonina, um importante neurotransmissor que regula o ânimo, o apetite e o sono. O desajuste da serotonina é vinculado à depressão.

    13) Diabetes: Os níveis baixos de testosterona são um fator de risco para o tipo 2 de diabetes. Ratos alimentadas com doses significativas de Roundup em um período de 30 dias, abrangendo o começo da puberdade, tiveram uma redução na produção de testosterona suficiente para alterar a morfologia das células testiculares e o início da puberdade.

    14) Doença cardíaca: o glifosato pode alterar as enzimas do corpo, causando disfunção lisossomal, um fator importante nas doenças e falências cardíacas.

    15) Hipotireoidismo: uma pesquisa realizada de porta em porta com 65 mil pessoas em comunidades agrícolas na Argentina nas quais se usa o Roundup encontrou médias mais elevadas de hipotireoidismo.

    16) Doença inflamatória intestinal: o glifosato pode induzir a deficiência severa do triptófano, que pode levar a uma grave doença inflamatória intestinal que desajusta severamente a capacidade de absorver nutrientes por meio do aparato digestivo devido à inflamação, hemorragias ou diarreia.

    17) Doença hepática: doses muito baixas do Roundup podem alterar as funções das células no fígado, segundo um estudo publicado em 2009 na “Toxicology”.

    18) Doença de Lou Gehrig: a deficiência de sulfato no cérebro foi associada à Esclerose Lateral Amiotrófica. O glifosato altera a transmissão de sulfato do aparelho digestivo ao fígado, e poderia levar a uma deficiência de sulfato em todos os tecidos, incluindo o cérebro.

    19) Esclerose múltipla: encontrou-se uma correlação entre uma incidência aumentada de inflamação de intestino e a Esclerose Múltipla. O glifosato poderia ser um fator causal. A hipótese é que a inflamação intestinal induzida pelo glifosato faz com que bactérias do aparelho digestivo se infiltrem no sistema circulatório, ativando uma reação imune e, como consequência, uma desordem autoimune, resultando na destruição da bainha de mielina.

    20) Linfoma Não-Hodgkin: uma revisão sistemática e uma série de meta-análises de quase três décadas de pesquisas epidemiológicas sobre a relação entre o linfoma não-hodgkin e a exposição a pesticidas agrícolas concluiu que o linfoma de célula B tinha uma associação positiva com o glifosato.

    21) Doença de Parkinson: os efeitos danosos dos herbicidas sobre o cérebro foram reconhecidos como o principal fator ambiental associado a desordens neurodegenerativas, incluindo a doença de Parkinson. O início de Parkinson após a exposição ao glifosato foi bem documentado, e estudos em laboratório mostram que o glifosato provoca morte celular característica da doença.

    22) Problemas na gravidez (infertilidade, morte fetal, aborto espontâneo): o glifosato é tóxico para as células da placenta, o que, segundo os cientistas, explicaria os problemas na gravidez de trabalhadoras agrícolas expostas ao herbicida.

    23) Obesidade: uma experiência consistente na transmissão de uma bactéria do aparelho digestivo de um humano obeso para os aparelhos digestivos de ratos provocou obesidade nos ratos. Tendo o glifosato produzido uma mudança nas bactérias do aparelho digestivo de produtores de endotoxinas, a exposição ao glifosato poderia, dessa forma, contribuir com a obesidade.

    24) Problemas reprodutivos: estudos de laboratório em animais concluíram que os ratos machos expostos a altos níveis de glifosato, tanto no desenvolvimento pré-natal ou da puberdade, padecem de problemas reprodutivos, incluindo o atraso na puberdade, a baixa produção de esperma e a baixa produção de testosterona.

    25) Doenças respiratórias: as mesmas pesquisas com 65 mil pessoas na Argentina descobriram médias mais elevadas de doenças respiratórias crônicas.

    Fonte: MST



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    sexta-feira, 13 de fevereiro de 2015

    Vamos frever as elites com a Reforma Urbana.



















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