Ciência & vida // Meio Ambiente
Áreas verdes desempenham diversas funções dentro da cidade
Publicado em 28.05.2009, às 21h20
Do JC Online
Veículos, cimento, concreto. Esses são os elementos mais presentes nas paisagens dos grandes centros urbanos. Por entre os domínios das "selvas de pedra", alguns locais servem como refúgio para quem quer escapar do barulho das buzinas e respirar um ar mais puro. São as áreas verdes públicas, nas quais estão incluídos os parques e praças.
Antecipando as comemorações do dia mundial do meio ambiente (5 de junho), o JC Online foi saber de um especialista e dos frequentadores dos parques do Recife qual a função desses espaços dentro da cidade [assista ao vídeo].
De acordo com a contabilidade da Secretaria de Planejamento, Urbanismo e Meio Ambiente do Recife, a cidade conta com mais de 250 praças, 40 Ipavs (imóveis de proteção de áreas verdes), 25 Unidades de Concervação Municipais e 9 parques.
"O espaço verde tem que ser um espaço de diálogo entre as pessoas e a natureza. Nesse sentido eles tem que ser permeáveis para as pessoas. Elas devem poder chegar facilmente a esses espaços", afirma o professor da UFPE Ricardo Braga.
O Parque da Jaqueira é o maior da capital pernambucana, com sete hectares de área. Um espaço bastante pequeno, se comparado aos grandes parques do mundo, como o Central Park, em Nova York (341 hectares) ou o Hyde Park, em Londres (140 hectares)."A população do Recife está aumentando e por isso nós temos que ter muito mais vegetação para atender a essa mesma população que cresce", acrescenta Braga.
Questionado sobre se o número de áreas verdes na cidade é suficiente, o diretor de Meio Ambiente do Recife, Mauro Buarque, afirma: "Certamente que não. Em tempos de aquecimento global, é imperativo investir em verdes urbanos, mas ao mesmo tempo que temos de investir nesses projetos, a população recifense tem que criar o hábito de frequentar mais esses espaços".
O professor Ricardo Braga explica que a existência de espaços verdes nas cidades colabora com a redução dos efeitos do aquecimento global."As áreas verdes são importantes porque, na contraposição ao processo de aquecimento nas cidades, podemos ter a formação de condições microclimáticas para diminuir esse impacto negativo do aumento da temperatura", afirma Braga.
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sábado, 27 de junho de 2009
Elite brasileira é ecologicamente inviável.
Impacto de classes A e B sobre o ambiente no país é comparável ao dos EUA, mostra estudo de ONG
LUCAS FERRAZ
DA SUCURSAL DE BRASÍLIA
No Dia Mundial do Meio Ambiente, a organização não-governamentalWWF-Brasil divulgou pesquisa em que alerta: se toda a população mundialadotasse padrão de consumo semelhante ao das classes A e B brasileiras,seriam necessários três planetas para suprir todos os recursos utilizados. De acordo com a pesquisa, a elite brasileira tem hábitos insustentáveisambientalmente e exercem uma má influência ao servir como modelo deaspiração de consumo para as classes emergentes. "Afinal, todos querem ter e consumir como as classes A e B", afirma Irineu Tamaio, coordenador do programa
Educação para Sociedades Sustentáveis do WWF.Intitulado "Tendências e Hábitos do Consumo dos Brasileiros", o trabalho,realizado em parceria com o Ibope, tem o objetivo de despertar a sociedade e fazê-la pensar em mudanças nos hábitos e padrões de consumo, afirma o WWF. O Ibope realizou a pesquisa em 142 municípios de todas as unidades daFederação, no período entre os dias 13 e 18 de maio. Foram entrevistadas2.002 pessoas. A margem de erro, segundo o instituto, é de dois pontospercentuais, para mais ou para menos. Carro e banhoUma parcela de 13% dos entrevistados diz que o carro é o único meio detransporte. E as classes A e B gastam mais tempo no banho, também -mais de 20 minutos, para 13%, segundo o levantamento do WWF. Samuel Barreto,coordenador do programa Água para a Vida do WWF, afirma que, se esse tempo fosse reduzido pela metade, poderia ser economizada água suficiente para abastecer, por um dia, uma cidade com mais de seis milhões de habitantes(o município de São Paulo tem 11 milhões)."Isso, em uma projeção baixa, com um gasto por minuto de três litros deágua por pessoa", disse. A ONU (Organização das Nações Unidas) recomendaque cada habitante use 200 litros de água para higiene pessoal, o que nãoinclui apenas o banho. "As ações individuais, se comparadas em escala, têm impacto ambiental muito grande", completou. O WWF, contudo, fez questão de ressaltar que não é contra o consumo em si, que ajuda a aquecer a economia. "É preciso mudar o hábito. A informação é muito importante, pois pequenas mudanças são essenciais para se chegar a um padrão sustentável", afirmou Denise Hamú, secretária-geral da organização. Segundo ela, é preciso investir nas mudanças dos hábitos da população,principalmente quando se analisa padrão de consumo -cada vez maiscrescente- dos quatro principais países emergentes: Brasil, China, Rússiae Índia. "Se continuarmos com esse modelo, chegaremos ao colapso", resumiu IrineuTamaio. Se toda a população mundial consumisse como a média dos cidadãos dosEstados Unidos, país que mais consome e que ocupa o topo da lista denações insustentáveis do ponto de vista do consumo, seriam necessárioscinco planetas. Os EUA são, de longe, o maior emissor per capita de gasesdo efeito estufa. Em contrapartida, se todos adotassem o padrão daSomália, na África, sobrariam recursos naturais e não seria necessário nem ao menos um planeta -o índice seria de 0,22. -- Não deixem de acessar o Portal da Rede Marinho Costeira e Hídrica doBrasil, para terem informações sobre a realidade nordestina. http://www.remaatlantico.org/sul/author/suassuna
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LUCAS FERRAZ
DA SUCURSAL DE BRASÍLIA
No Dia Mundial do Meio Ambiente, a organização não-governamentalWWF-Brasil divulgou pesquisa em que alerta: se toda a população mundialadotasse padrão de consumo semelhante ao das classes A e B brasileiras,seriam necessários três planetas para suprir todos os recursos utilizados. De acordo com a pesquisa, a elite brasileira tem hábitos insustentáveisambientalmente e exercem uma má influência ao servir como modelo deaspiração de consumo para as classes emergentes. "Afinal, todos querem ter e consumir como as classes A e B", afirma Irineu Tamaio, coordenador do programa
Educação para Sociedades Sustentáveis do WWF.Intitulado "Tendências e Hábitos do Consumo dos Brasileiros", o trabalho,realizado em parceria com o Ibope, tem o objetivo de despertar a sociedade e fazê-la pensar em mudanças nos hábitos e padrões de consumo, afirma o WWF. O Ibope realizou a pesquisa em 142 municípios de todas as unidades daFederação, no período entre os dias 13 e 18 de maio. Foram entrevistadas2.002 pessoas. A margem de erro, segundo o instituto, é de dois pontospercentuais, para mais ou para menos. Carro e banhoUma parcela de 13% dos entrevistados diz que o carro é o único meio detransporte. E as classes A e B gastam mais tempo no banho, também -mais de 20 minutos, para 13%, segundo o levantamento do WWF. Samuel Barreto,coordenador do programa Água para a Vida do WWF, afirma que, se esse tempo fosse reduzido pela metade, poderia ser economizada água suficiente para abastecer, por um dia, uma cidade com mais de seis milhões de habitantes(o município de São Paulo tem 11 milhões)."Isso, em uma projeção baixa, com um gasto por minuto de três litros deágua por pessoa", disse. A ONU (Organização das Nações Unidas) recomendaque cada habitante use 200 litros de água para higiene pessoal, o que nãoinclui apenas o banho. "As ações individuais, se comparadas em escala, têm impacto ambiental muito grande", completou. O WWF, contudo, fez questão de ressaltar que não é contra o consumo em si, que ajuda a aquecer a economia. "É preciso mudar o hábito. A informação é muito importante, pois pequenas mudanças são essenciais para se chegar a um padrão sustentável", afirmou Denise Hamú, secretária-geral da organização. Segundo ela, é preciso investir nas mudanças dos hábitos da população,principalmente quando se analisa padrão de consumo -cada vez maiscrescente- dos quatro principais países emergentes: Brasil, China, Rússiae Índia. "Se continuarmos com esse modelo, chegaremos ao colapso", resumiu IrineuTamaio. Se toda a população mundial consumisse como a média dos cidadãos dosEstados Unidos, país que mais consome e que ocupa o topo da lista denações insustentáveis do ponto de vista do consumo, seriam necessárioscinco planetas. Os EUA são, de longe, o maior emissor per capita de gasesdo efeito estufa. Em contrapartida, se todos adotassem o padrão daSomália, na África, sobrariam recursos naturais e não seria necessário nem ao menos um planeta -o índice seria de 0,22. -- Não deixem de acessar o Portal da Rede Marinho Costeira e Hídrica doBrasil, para terem informações sobre a realidade nordestina. http://www.remaatlantico.org/sul/author/suassuna
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terça-feira, 23 de junho de 2009
É São João.
O gemido da sanfona dita a beleza da música nordestina.
O milho assado, a pamonha, a canjica, comandam a culinária do nordeste brasileiro.
A fogueira e a queima de fogos mantêm a tradição e a alegria dos festejos juninos.
As fogueiras queimando lenha de árvores cortadas e os fogos, em alguns casos, clareando os olhos curiosos de crianças, o que não deveria acontecer.
A tradição e o regozijo dos festejos juninos justificam árvores cortadas?!
Porém é bom lembrar que também o sistema do lucro cortou de milhões de pessoas, no mundo, o refinar da sensibilidade artística. Sem falar das que tiveram cortadas as necessidades básicas.
O Movimento em Defesa da Mata do Engenho Uchoa deseja a todos um bom São João.
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O milho assado, a pamonha, a canjica, comandam a culinária do nordeste brasileiro.
A fogueira e a queima de fogos mantêm a tradição e a alegria dos festejos juninos.
As fogueiras queimando lenha de árvores cortadas e os fogos, em alguns casos, clareando os olhos curiosos de crianças, o que não deveria acontecer.
A tradição e o regozijo dos festejos juninos justificam árvores cortadas?!
Porém é bom lembrar que também o sistema do lucro cortou de milhões de pessoas, no mundo, o refinar da sensibilidade artística. Sem falar das que tiveram cortadas as necessidades básicas.
O Movimento em Defesa da Mata do Engenho Uchoa deseja a todos um bom São João.
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sábado, 20 de junho de 2009
Composição do Conselho de Administração da APA Engenho Uchoa:
01) 1(um) representante da SEPLAM que o presidirá;
02) 1(um) representante do COMAM;
03) 1(um) representante dos proprietários de terrenos situados na área;
04) 1(um) representante das associações de moradores da APA e adjacências;
05) 1(um) representante das Universidades, sediadas no Municipio do Recife;
06) 1(um) representante do IBAMA;
07) 1(um) representante da CPRH/SECTMA;
08) 1(um) representante de organizações não governamentais que atuam na área ecológico-ambiental;
09) 1(um) representante da Câmara de Vereadores;
10) 1(um) representante do Fórum PREZEIS e;
11) 1(um) representante da FIDEM.
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02) 1(um) representante do COMAM;
03) 1(um) representante dos proprietários de terrenos situados na área;
04) 1(um) representante das associações de moradores da APA e adjacências;
05) 1(um) representante das Universidades, sediadas no Municipio do Recife;
06) 1(um) representante do IBAMA;
07) 1(um) representante da CPRH/SECTMA;
08) 1(um) representante de organizações não governamentais que atuam na área ecológico-ambiental;
09) 1(um) representante da Câmara de Vereadores;
10) 1(um) representante do Fórum PREZEIS e;
11) 1(um) representante da FIDEM.
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Reunião extraordinária
C O N V I T E
O Movimento em Defesa da Mata do Engenho Uchoa convida para participar da reunião extraordinária.
Assunto: encaminhamento da luta contra este absurdo da Prefeitura do Recife de querer implantar a Usina de Tratamento de Lixo a qualquer custo na APA Rousinete Falcão – Lei nº 17.337/2007. (Mata Engenho Uchoa - Mata Atlântica)
Data: 22/06/2009 (segunda-feira)
Hora: 19:30h
Local: Escola Vila Sésamo, R Amador Araújo, 230 – Barro – Recife/PE.
( próxima a Igreja Católica do Barro )
Contatos: Luci Machado 3251.2628 / 8637.1747
José Semente 3455.1721 / 3076.1664
Arlindo Lima 3251.1265
Jacilda Nascimento 3251.3830 / 9965.0916
Patricia Maria 9183.9762
Augusto Semente 3469.0598 / 9258.7195
mov.mataengenhouchoa@gmail.com
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ABAIXO-ASSINADO AO EMBALO DE FORRÓ
Com a meta de 10.000 assinaturas no sentido de barrar a construção de uma Usina de Tratamento de Lixo na APA Rousinete Falcão – Lei nº 17.337/2007 (MATA ENGENHO UCHOA – MATA ATALÂNTICA) o Movimento em Defesa da Mata do Engenho Uchoa realizou mais um ato. Dessa vez na Estação Barro (Metrô do Recife) na manhã do dia 19 do corrente.
Um carro de som cedido pelo Sintepe - Sindicato dos Trabalhadores em Educação de Pernambuco deu o tom junino ao evento. Arlindo Lima, José Semente, José Trajano (Zezinho), Augusto Semente, se alternando no microfone e na abordagem para a assinatura colheram 300 assinaturas em 2 horas.
Também foi distribuído o documento Agressão – Lixo na Mata Engenho Uchoa.
Mais de 5.000 assinaturas conquistadas indicam a justeza dessa peleja.
A APA Rousinete Falcão (Lei nº 17.337/2007) está destinada a um Parque Natural.
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Um carro de som cedido pelo Sintepe - Sindicato dos Trabalhadores em Educação de Pernambuco deu o tom junino ao evento. Arlindo Lima, José Semente, José Trajano (Zezinho), Augusto Semente, se alternando no microfone e na abordagem para a assinatura colheram 300 assinaturas em 2 horas.
Também foi distribuído o documento Agressão – Lixo na Mata Engenho Uchoa.
Mais de 5.000 assinaturas conquistadas indicam a justeza dessa peleja.
A APA Rousinete Falcão (Lei nº 17.337/2007) está destinada a um Parque Natural.
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quinta-feira, 18 de junho de 2009
MUTIRÃO
Nesta sexta-feira 19/06/2009 das 9:30h às 11:30h na estação do Metrô do Barro o Movimento em Defesa da Mata do Engenho Uchoa estará coletando assinaturas contra a implantação da USINA PARA TRATAMENTO DE LIXO DA CIDADE DO RECIFE, na APA Rousinete Falcão (Mata Engenho Uchoa – Mata Atlântica)
Participe!
Contatos: Luci Machado - 3251.2628 Jacilda Nascimento – 3251.3830
José Semente - 3455.1721 Patrícia Maria – 9183.9762
Arlindo Lima – 3251.1265 Augusto Semente - 3469.0598
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Participe!
Contatos: Luci Machado - 3251.2628 Jacilda Nascimento – 3251.3830
José Semente - 3455.1721 Patrícia Maria – 9183.9762
Arlindo Lima – 3251.1265 Augusto Semente - 3469.0598
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